terça-feira, 28 de junho de 2022

Lemos na Fábrica: Maio 2022

 O mês de Junho está super estranho para mim e ainda tive a maravilhosa ideia de ficar doente em pleno feriado de São João. Atrasei tudo que é postagem, leitura, drama para assistir... Próximo mês vocês verão o estrago. Enquanto isso, meu Maio foi ótimo e fiz leituras bem diversas.

"Viúva de Ferro (Duologia Viúva de ferro #01)", Xiran Jay Zhao: Zetian é uma personagem que expõe todo o sentimento de injustiça, revolta e perda diante de uma política que mata, humilha e descarta mulheres em prol dos próprios objetivos e em detrimento dos homens. Torcia cada vez mais para ela ser a Viúva de Ferro e conseguir derrubar todo o sistema, mesmo imaginando a jornada difícil que ela teria pela frente. A mistura entre tradição e futuro, costumes e tecnologia também se faz presente e foi ótima para o enredo, já que deixa mais evidente todo o machismo existente no sistema de pilotos e a necessidade de acabar com esse ciclo. Resenha aqui.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

GRAPHIC NOVEL: Jun - A história real de um músico autista

Keum Suk Gendry-Kim, a premiada autora sul-coreana de Grama e a Espera, apresenta mais uma de suas graphic novels no Brasil, JUN, sobre a história real de um garoto autista de coração puro, que alcançou fama na Coreia do sul após descobrir sua vocação natural para a música. Quando conheceu Jun Choi, em 2010, durante aulas de música tradicional coreana, Keum Suk se encantou pelo jovem e decidiu que narraria sua trajetória de vida em uma de suas obras. Uma trajetória marcada por solidão e preconceitos, mas também por muita beleza e superação. Ela escolheu escrever e desenhar sobre Jun para transmitir uma mensagem de encorajamento e empatia a todos aqueles em condições semelhantes à dele. Por meio do relato do cotidiano de Jun e sua família, que, infelizmente, tiveram que aprender a conviver com a indignação por causa de pessoas insensíveis às diferenças, a autora acerta em cheio o coração de todos os leitores. Obra sensível e emocionante, este é o tipo de trabalho que ensina ao mundo uma valiosa lição de vida sobre aceitação e combate aos preconceitos da sociedade. A edição da Pipoca e Nanquim foi traduzida diretamente do coreano, tem 260 páginas em papel offset 90g, capa dura, sobrecapa macia ao toque e com verniz localizado, lombada redonda e fitilho de tecido, seguindo o mesmo padrão dos manhwas (quadrinhos sul-coreanos) anteriores.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Assistimos na Fábrica: Maio 2022

 Fui muito telespectadora em Maio! Sem brincadeira, assisti bastante coisa, principalmente porque escolhi séries mais curtas ou empolguei com algumas que não imaginava que iriam me ganhar. Vamos lá?

Pachinko (Série estadunidense/ sul coreana 2022): Estava muito ansiosa para assistir Pachinko, pois amei o livro e achei que uma adaptação seria perfeita. A série é contada em dois momentos distintos: o passado da Sunja na época de invasão japonesa na Coreia e nos anos 80, onde Solomon é  o personagem mais proeminente, esses períodos são abordados indo e voltando no tempo, e deixa o que seria o meio do livro de fora, o que indica que provavelmente terá a segunda temporada. Imagino que ela dará a Solomon caminhos novos, já que seu enredo pouco ficou fora em relação ao livro.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

SORTEIO: Sobre a Terra somos belos por um instante + resultado Maio


Olá! Tudo bem?

Sorteio de Junho no ar O livro sorteado será o poético Sobre a Terra somos belos por um instante, do Ocean Vuong. A resenha está aqui. Para participar é só seguir as regras e o formulário abaixo:

RESENHA: Sobre a Terra somos belos por um instante

Sucesso de público e aclamado pela crítica nos Estados Unidos o romance de estreia do poeta Ocean Vuong é um retrato devastador de uma família, um primeiro amor e o poder redentor da narrativa. Sobre a terra somos belos por um instante é uma carta de um filho para uma mãe que não sabe ler. Escrita quando o palestrante, Little Dog, está com quase 30 anos, a carta desenterra uma história de família que começou antes dele nascer e morar nos Estados Unidos - uma história cujo epicentro está enraizado no Vietnã - e serve como uma porta de entrada para partes de sua vida que sua mãe, que carrega cicatrizes da guerra, nunca teve conhecimento, com direito a uma revelação inesquecível. Ao mesmo tempo um testemunho do amor intenso e inegável entre uma mãe solteira e seu filho, é também uma exploração brutalmente honesta sobre raça, classe e masculinidade. Com surpreendente urgência e graça, Ocean Vuong escreve sobre pessoas presas entre mundos díspares e pergunta como podemos curar e resgatar uns aos outros sem abandonar quem somos.

Me chamou a atenção primeiramente o título do livro. Achei tão poético e ele me fazia imaginar um livro com reflexões profundas e uma história forte. E acontece dessa forma, terminei a leitura muito tocada pelos personagens, pesquisei sobre fatos e passei um tempo tentando digerir tudo que li.