segunda-feira, 27 de julho de 2020

Lemos na Fábrica: Junho 2020

Olá! Outro mês onde as leituras renderam, mas que estou em dívida com os quadrinhos e mangás. De qualquer forma, Junho foi um mês de leituras interessantes e bem diferentes.


"Território Lovecraft", Matt Ruff: Misturando o fantástico ao terror do racismo, o autor nos conta a trama que envolve toda a família de Atticus contra uma sociedade secreta. A premissa foi decisiva na hora de escolher a leitura e os personagens são o atrativo para continuar lendo cada página, curiosa sobre o destino de cada um ao mesmo tempo que tinha medo de encarar uma tragédia. A obra tem muitas referências e consegue nos fazer refletir sobre como as pessoas pretas são tratadas até hoje. Resenha aqui.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

RESENHA: A poeta X

Best-seller do New York Times sobre uma adolescente que conta sua história através de uma poesia intensa, crua e poderosa. Xiomara Batista se sente sem voz e incapaz de se esconder no Harlem. Desde que seu corpo ganhou curvas, ela aprendeu a deixar os punhos e toda sua raiva falarem. E, em contraste com as regras da mãe religiosa, Xio tenta expressar suas próprias crenças através da poesia: a garota derrama toda frustração e paixão nas páginas de um caderno, recitando as palavras para si mesma como orações.
Em seu romance de estreia, Elizabeth Acevedo aborda dúvidas e experiências frenquentes da adolescência – religião, relacionamento e autoaceitação –, apresentando essas questões por meio das lentes da herança afro-latina de Xiomara.
Acevedo elevou o romance escrito em verso a uma ferramenta poderosa, fornecendo aos leitores uma narrativa incrivelmente viciante e deliciosamente rítmica, implorando para ser lido em voz alta. A autora traz um ponto de vista único para aqueles que convivem com todo tipo de preconceito e procuram por si mesmos na literatura e na vida.

domingo, 12 de julho de 2020

RESENHA: O sol também é uma estrela

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Sempre tive muita vontade de ler algo da Nicola Yoon e me interessei principalmente por "O sol também é uma estrela" porque achei a sinopse intrigante e cheia de possibilidades, e ter protagonistas não brancos foi um fator determinante. Comecei a ler animada e me encantei com o enredo.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

RESENHA: Coraline

Certas portas não devem ser abertas. E Coraline descobre isso pouco tempo depois de chegar com os pais à sua nova casa, um apartamento em um casarão antigo ocupado por vizinhos excêntricos e envolto por uma névoa insistente, um mundo de estranhezas e magia, o tipo de universo que apenas Neil Gaiman pode criar.
Ao abrir uma porta misteriosa na sala de casa, a menina se depara com um lugar macabro e fascinante. Ali, naquele outro mundo, seus outros pais são criaturas muito pálidas, com botões negros no lugar dos olhos, sempre dispostos a lhe dar atenção, fazer suas comidas preferidas e mostrar os brinquedos mais divertidos. Coraline enfim se sente... em casa. Mas essa sensação logo desaparece, quando ela descobre que o lugar guarda mistérios e perigos, e a menina se dá conta de que voltar para sua verdadeira casa vai ser muito mais difícil ― e assustador ― do que imaginava.

Neil Gaiman é um dos meus autores preferidos e, por incrível que pareça, eu nunca tinha lido Coraline. O máximo que fiz foi ver o filme, mas nem me lembrava muito o que acontecia. Quando vi que a Intrínseca publicaria uma nova versão do livro, vi minha chance de ler.

domingo, 5 de julho de 2020

SORTEIO: Uma dama fora dos padrões + resultado Junho


Olá! 
Voltamos com mais um sorteio! Esse mês o livro será "Uma dama fora dos padrões", da rainha Julia Quinn! A resenha vocês encontram aqui. Para participar é só seguir as regras e o formulário abaixo:

sábado, 4 de julho de 2020

Assistimos na Fábrica: Junho 2020

Olá! Dei adeus a alguns dramas e programas que estava gostando, rolou um pouco de decepção, mas também iniciei novas histórias!


When my love is blooms (drama coreano 2020): Com atuações maravilhosas, em especial do Jiyoung, esse drama aqueceu meu coração, mesmo nos momentos mais tristes. Gostaria que a Ji Soo sofresse menos, mas ela inspirava as pessoas a serem melhores, até mesmo que a ensinou a ser assim, Jae Hyun. Queria mais do casal protagonista, porém entendi que eles já tinham demonstrações demais pelas circunstâncias do Jae Hyun. De qualquer forma, foi um final bonito para uma trama melancólica e de reencontro.

domingo, 28 de junho de 2020

Lemos na Fábrica: Maio 2020

Feliz que estou lendo mais, embora sem meu ritmo normal. Estou descobrindo muitos autores nacionais e recorrendo aos conhecidos para enfrentar essa loucura dos últimos meses. Vamos lá?


"Goma de mascar", Helena Luz: Goma de mascar foi uma surpresa muito bem vinda. Estava precisando de leitura leve e nada melhor que um livro nacional para despertar a sensação de familiaridade. Os personagens são cativantes, a narrativa gostosa, nunca esquecendo de assuntos necessários como racismo e abuso. Resenha aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Assistimos na Fábrica: Maio 2020

Maio foi cheio de enredos maravilhosos e atuações que me deixaram orgulhosa! Vamos conferir?


Hospital Playlist (drama coreano 2020): Que dorama maravilhoso! Amei cada episódio, a amizade dos cinco amigos, como eles são dedicados ao trabalho e as suas famílias. Uma das coisas que mais curti foi ver também as coisas que não dão certo para eles, porque ninguém é perfeito, derrotas e perdas são partes da vida de todo mundo. O último episódio teve de tudo: risadas lágrimas, companheirismo, declarações e shipp rolando. Mas será que todos eles se concretizaram? Só tenho a elogiar o enredo, os atores, a direção. Foi um estrondoso sucesso e que já tem segunda temporada confirmada para o ano que vem.

terça-feira, 16 de junho de 2020

RESENHA: Território Lovecraft

Uma jornada fantástica e assustadora, adaptada para virar série na HBO com produção do diretor de Corra!, Jordan Peele, e J.J. Abrams
Nos Estados Unidos segregados da década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H. P. Lovecraft e outros escritores de pulp fiction. Ao descobrir que o pai desapareceu, ele volta à cidade natal para, com o tio e a amiga, partir em uma missão de resgate. Na viagem até a mansão do herdeiro da propriedade que mantinha um dos ancestrais de Atticus escravizado, o grupo enfrentará sociedades secretas, rituais sanguinolentos e o preconceito de todos os dias.
Ao chegar, Atticus encontra seu pai acorrentado, mantido prisioneiro por uma confraria secreta, que orquestra um ritual cujo personagem principal é o próprio Atticus. A única esperança de salvação do jovem, no entanto, pode ser a semente de sua destruição — e de toda a sua família.
E esta é apenas a primeira parada de uma jornada impressionante. Estruturado ao mesmo tempo como uma coletânea de contos e um romance, Território Lovecraft apresenta, além de personagens memoráveis, elementos sobrenaturais, como casas assombradas e portais para outras realidades, objetos enfeitiçados e livros mágicos.
Um retrato caleidoscópico do racismo — o fantasma que até hoje assombra o mundo —, a obra de Matt Ruff une ficção histórica e pulp noir ao horror e à fantasia de Lovecraft para explorar os terrores da época de segregação racial nos Estados Unidos.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

RESENHA: Goma de mascar

Quando foi intimada a cancelar sua saída com as amigas para conhecer a família do novo namorado de Rebeca, sua irmã, Melanie jamais poderia imaginar que encontraria a pessoa capaz de virar sua vida de cabeça para baixo no melhor e nos piores sentidos possíveis.
A tarde que esperava ser desastrosa, ao fim se tornou uma das mais memoráveis de sua vida graças a Vinícius, o irmão de seu cunhado. Foi uma surpresa perceber que eles compartilhavam dos mesmos humores, interesses e sonhos. Sendo assim, inevitável que ele viesse a se tornar um dos seus melhores amigos.
O tempo passou, sua irmã casou, a família ganhou um novo membro e sua amizade com Vinícius se deteriorou, tornando seus encontros uma tormenta impossível de transpassar desarmada.
Para infelicidade geral dos outros membros da família, nenhum dos adolescentes conseguiam ser pacíficos em suas desavenças, sempre trocando farpas, indiretas e tirando a tranquilidade de todos ao redor.
Cansada de ter seus almoços familiares transformados numa zona de guerra, Rebeca encontra o castigo perfeito e os sentencia a organizarem a festa do 1° aniversário de Sofia, sua filha.
Agora Melanie e Vinícius devem aprender a deixar suas questões de lado e dialogar. Mas, em meio a tantas brigas, será que isso ainda é possível?