sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Assistimos na Fábrica: Agosto 2021

Em Agosto me despedi de vários dramas e o saldo foi muito bom. Fiquei satisfeita com as tramas, mesmo tendo críticas sobre algumas resoluções. 


D.P. Dog Day (drama sul coreano 2021): Foram seis episódios mostrando o tratamento violento, perigoso e desumano recebido por alguns soldados coreanos em sua passagem obrigatória de dois anos no exército. Aqui temos o protagonista que se vê participando de uma unidade responsável por recuperar desertores e a trama mostra os motivos para esses deserções e acaba se aprofundando bastante na vida pessoal de cada um deles. O mesmo não acontece com o Joon Ho, sendo o principal seria normal sabermos mais sobre ele e realmente algumas informações são dadas, entendemos seu comportamento, sendo que não de forma tão completa se compararmos aos soldados que ele captura. Os atores estão ótimos, a trama prende a atenção, mas tem bastante violência e situações abusivas. Se forem assistir, vão preparados. 

sábado, 4 de setembro de 2021

SORTEIO: A metade perdida + resultado Agosto


Olá! Tudo bem?

Atrasada, como sempre, cheguei para o sorteio do mês! O livro de Setembro será "A metade perdida" e a resenha está aqui. Para participar é só seguir as regras e o formulário abaixo:

RESENHA: O Livro Branco Perdido (As Maldições Ancestrais - Livro 02)

Em O Livro Branco perdido, a aguardada sequência de Os pergaminhos vermelhos da magia, acompanhe Magnus Bane, Alec Lightwood e seus amigos em uma nova e eletrizante jornada – dessa vez, em Xangai.
A vida está, finalmente, tranquila para Magnus Bane, Alec Lightwood e o filho dos dois, Max. Eles estão desfrutando da companhia um do outro enquanto aprendem, juntos, a cuidar de uma criança feiticeira, o que não é, na verdade, tão simples assim. Até que, em uma aparentemente pacífica noite, dois intrusos invadem o apartamento de Magnus, no Brooklyn: Shinyun Jung e Ragnor Fell, antigo amigo de Magnus que ele pensava estar morto. Na ocasião, os feiticeiros roubam o poderoso Livro Branco de magias e feitiços.
Percebendo que Shinyun e Ragnor estão sob controle de uma força sinistra e, até então, desconhecida, Magnus e Alec precisarão unir forças com seus amigos Caçadores de Sombras e atravessar o mundo para impedir que os dois causem ainda mais danos. Mas, antes de tudo, eles precisam de uma babá para cuidar de Max.
Em Xangai, eles descobrem que uma ameaça muito mais sombria os aguarda. A magia de Magnus está ficando instável, e se eles não conseguirem impedir a inundação de demônios na cidade, precisarão segui-los até sua fonte – até o reino dos mortos. Mas, conforme o tempo passa e a situação se torna ainda mais perigosa e arriscada, será que eles conseguirão impedir essa iminente ameaça ao mundo? E será que conseguirão voltar para casa antes que Max esgote completamente a mãe de Alec?
Esta edição de colecionador vem com capa metalizada e um conto extra, com Tessa e Jem.

sábado, 28 de agosto de 2021

Lemos na Fábrica: Julho 2021

Quem anda super lenta para ler levanta a mão! Pois é, acho que estou numa ressaca literária daquelas e não tenho rendido muito nas leituras. Porém estou contente com o que li, foram enredos interessantes. 


"A mão e o tamboril (It's okay to not be okay #04)", Jo Yong e Jam San: O enredo foi, dos quatro que li até o momento, o que mais fez sentido para mim. Para mim foi um exemplo claro de quando nosso cuidado vira limitação para a pessoa cuidada, a impedindo de fazer coisas por si mesma, ser independente e aprender com os próprios erros. Essa mensagem só ficou ainda mais perfeita com as ilustrações do Jam San. Resenha aqui

terça-feira, 24 de agosto de 2021

RESENHA: Cartas para minha avó

Um relato memorialístico pungente e sensível sobre ancestralidade, feminismo e antirracismo na criação de filhos.
No mais pessoal e delicado de seus livros, a filósofa Djamila Ribeiro revisita sua infância e adolescência para discutir temas como ancestralidade negra e os desafios de criar filhos numa sociedade racista. O relato se dá na forma de cartas a sua saudosa avó Antônia – carinhosa e amorosa, conhecedora de ervas curativas e benzedeira muito requisitada.
A cumplicidade que sempre houve entre avó e neta é o que permite que a autora rememore episódios difíceis, como a perda do pai e da mãe, as agressões que sofreu como mulher negra no Brasil e os desafios para integrar a vida acadêmica. Djamila também fala de relacionamentos amorosos e experiências profissionais, das músicas, das leituras e das amizades que a acompanharam em sua construção pessoal – e da percepção paulatina de que a memória das lutas e das conquistas das pessoas negras que vieram antes de nós é a força que nos permite seguir adiante.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

RESENHA: Em busca da feição real (It’s Okay To Not Be Okay #05)

Com personagens cativantes e uma estética inovadora, o drama sul-coreano It’s Okay to Not Be Okay (Tudo bem não ser normal) conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo e movimentou as redes sociais brasileiras a cada novo episódio lançado pela Netflix. Na produção, uma escritora de livros infantis bastante peculiar, um enfermeiro que trabalha em um hospital psiquiátrico e seu irmão mais velho, com transtorno do espectro autista, precisarão enfrentar seus traumas e medos para conseguir vivenciar o amor e criar laços.
Poéticas, impactantes e com belas ilustrações, as obras da personagem Ko Moon-young são os fios condutores da trama e encantaram os espectadores. Agora, a coleção está completa com a chegada dos dois últimos títulos. Contos de fadas modernos, essas narrativas cativantes, por vezes sombrias, abordam com honestidade temas como egoísmo, abandono, amor, empatia e felicidade.
Era uma vez um castelo nas profundezas de uma floresta. Nele viviam três crianças que tiveram suas feições reais roubadas por uma bruxa. Com o passar do tempo, elas decidem que, para serem felizes novamente, precisam recuperar seus rostos. Então embarcam em uma jornada repleta de desafios e de encontros surpreendentes, que vai lhes ensinar que para sermos felizes de verdade precisamos de coragem para nos livrarmos de nossas máscaras.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

RESENHA: Continuo Preta - A vida de Sueli Carneiro

Uma das maiores intelectuais públicas do Brasil, referência histórica do movimento negro, biografada por uma das mais promissoras vozes da nova geração.
Sueli Carneiro é uma das principais intelectuais públicas brasileiras. Em mais de quarenta anos de ativismo, ela vem combinando escrita, academia e intelectualidade para qualificar uma luta política que enegreceu o feminismo no Brasil e, ao mesmo tempo, colocou as mulheres como protagonistas do movimento negro.
Entre a esquerda e a direita, sei que continuo preta. Mais do que célebre, a tirada proferida por Sueli Carneiro sintetiza um lugar político fundamental para o movimento negro brasileiro. E sua vida oferece o desenho exemplar dessa posição.
Para dar conta de uma longa trajetória política, que se confunde com a própria história do Brasil pós-redemocratização, a jornalista Bianca Santana realizou dezenas de horas de entrevistas e empreendeu uma escavação documental cuidadosa nesta biografia que é, a um só tempo, tributo à caminhada de Sueli Carneiro, repositório de informação sobre a luta das mulheres negras no Brasil e, por tudo isso, preciosa fonte de inspiração para as futuras gerações.

domingo, 8 de agosto de 2021

Assistimos na Fábrica: Julho 2021

 E não é que em Julho eu consegui assistir alguns filmes? Nem eu estou acreditando na minha façanha! Também inventei de começar um drama com quarenta episódios, mas é remake de um dos meus preferidos e não pude resistir.  


The devil judge (drama sul coreano 2021): É uma distopia que se passa após uma pandemia e mostra os efeitos na sociedade coreana carente do básico: alimentação, emprego e segurança. Vemos o juiz estrela Kang Yo Han apresentar um programa onde julgamentos são realizados e os espectadores decidem se o réu é culpado ou não. Claro que o foco é como a política trabalha para sugar os recursos no lugar de investir na população e como o passado de várias dessas pessoas poderosas é sujo. É um drama tenso, cheio de reviravoltas e onde nada é o que parece. Eu gosto dos personagens principais, de como o Ga On é uma voz de justiça real e a relação de confiança dele com a melhora amiga policial. Já o Yo Han é a pessoa que queremos dar razão mesmo não concordando com suas ações. Vi metade do drama até o momento e todo episódio me surpreende de várias formas e tem me deixado fascinada com o desenvolvimento.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

SORTEIO: Acorda para a vida, Chloe Brown + resultado Julho


Olá! Tudo bem?

Espero que julho tenha sido um bom mês para todos! O livro de Agosto será "Acorda para a vida, Chloe Brown" e a resenha está aqui. Para participar é só seguir as regras e o formulário abaixo:

domingo, 1 de agosto de 2021

RESENHA: Meu corpo virou poesia

Em seu primeiro livro de poesia, Bruna Vieira percorre uma viagem para se reencontrar.
Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor.
Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser "nós" sozinha.
Formado por quatro partes – cabeça, garganta, pulmão e ventre –, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia.
Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.