Nina Duoli
Incrível é a primeira palavra que me vem a cabeça sempre que escuto falar em Na Natureza Selvagem. Eu conheci o filme pouco depois de ter saído do cinema... baixei na internet, vi, enlouqueci, comprei e já vi 1000x. Mas nada é como ganhar o livro depois e conseguir entender ao menos um pouquinho toda a motivação que levou Chris McCandless ao Alasca... não para a morte, mas para descobrir o real sentido da vida, que graças a Jon Krakauer, ele conseguiu alcançar.
Dois anos ele caminha pela terra. Sem telefone, sem piscina, sem animal de estimação, sem cigarros. Liberdade definitiva. Um extremista. Um viajante estético cujo o lar é a estrada. Fugido de Atlanta, não retornarás, porque “o Oeste é o melhor”. E agora, depois de dois anos errantes chega à ultima e maior aventura. A batalha final para matar o ser falso e interior e concluir vitoriosamente a revolução espiritual. Dez dias e noites de trens de carga e pegando carona trazem-no ao grande branco Norte. Para não ser mais envenenado pela civilização, ele foge e caminha sozinho sobre a terra para perder-se na natureza.
Alexander Supertramp
Maio de 1922
Maio de 1922

