sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um ano novo BRILHANTE para todos vocês!

Olá queridos da Fábrica...

acho que estamos um pouquinho em falta com vocês... talvês nem tanto com resenhas (talvês um pouco), mas em conversar um tiquinho.

Eu e a Sel ainda estamos aqui em Dublin. É um lugar lindo, fantástico...delicia! Estamos aproveitando muito, trabalhando muito, morrendo com as livrarias gigantes e os livros mega baratinhos... mas morrendo de saudade de vocês aí.


Saudade de fazer eventos pequenos ou grandes e de estar mais pertinho de todo mundo, de ler em português e fazer mais resenhas (porque ler em inglês dá uma preguicinhaaa...hahaha).

Então, ficamos devendo um post legal (mas prometo que alguém o fará) sobre o dia que conhecemos a Cassandra Clair...e foi lindo, ela é linda, fofa, simpatississima e a Monique pode contar como o autógrafo dela é lindo porque ela ganhou um (e algum leitor também vai ganhar um porque ela autografou um pra fábrica...em breve!).



Vou tentar nesse ano que vem vindo fazer uns posts sobre o que está sendo lido e comentado aqui em Dublin... prometo que tento!

Mas, o post mesmo é pra desejar a todo mundo um ano novo maravilhoso. Que como nos livros que a gente mais gosta, esses que tem final feliz e tudo mais, cada um encontre seu porto seguro, seu momento ideal, sua alegria, seu passa tempo, sua viagem, sua mudança. 

Espero que vocês continuem aqui com a gente, comentando nas nossas resenhas e mandando um alôzinho.... a gente tá longe, mas não vive sem vocês. E claro que a equipe da Fábrica, Mona, Nanda,  Gil, Flavinha, Guilherme, Fabi também adoooram quando vocês dão o ar da graça pra falar das resenhas deles!

Aliás, mais que feliz ano novo pra toda a equipe...vocês merecem um ano maravilhoso e que assim seja! Obrigada por tuuuuudo que vocês tem feito pela Fábrica.

Super beijo!!

Nina e Sel!
=)

domingo, 11 de dezembro de 2011

RESENHA: Pequeno Irmão


SINOPSE: Marcus, pseudônimo "w1n5t0n", só tem 17 anos, mas acha que sabe tudo sobre como o sistema funciona - inclusive como passar a perna nele. Esperto, rápido e escolado no mundo da internet, Marcus não tem problema nenhum em burlar os sistemas de segurança invasivos - mas não muito inteligentes - da escola.
Quando ele e os amigos se veem encurralados após um gigantesco ataque terrorista em São Francisco, sua vida muda totalmente. No lugar errado, na hora errada, Marcus e os outros são presos pelo Departamento de Segurança Nacional e levados a uma prisão secreta, onde serão interrogados sem misericórdia por dias sem fim.
Depois de finalmente serem liberados, Marcus descobre que a cidade está sob novas diretrizes, e cada cidadão é tratado como um terrorista em potencial. Ele sabe que ninguém vai acreditar na sua história, então só lhe resta uma saída: derrubar o sistema com as próprias mãos.

Esse livro é um daqueles que vai te deixar impressionado muito depois de você terminá-lo. Eu mesmo troquei a senha de todos os meus e-mails e do meu celular, depois de ler. É que o autor, Cory Doctorow, toca em temas muito poderosos com esse livro: tecnologia, privacidade e terrorismo.
Marcus é um adolescente comum, viciado em tecnologia, inteligente e determinado, que gosta de jogos no estilo RPG. Um dia, depois de burlar todo o sistema de sua escola para matar aula e ir jogar Harajuku Fun Madness com os seus amigos, eles se vêem no meio do caos quando a sua cidade, São Francisco, sofre um atentado terrorista.
Confundidos com terroristas, Marcus e seus amigos são apanhados e detidos pela ASN. Depois de liberados, suas vidas passam a ser monitoradas pela Agência, que ainda não tem certeza se eles são ou não terroristas.
Privacidade é a segunda coisa que Marcus perde (a primeira é a dignidade...) depois de ser apanhado. Toda a sua vida está disponível para o governo. Eles têm acesso ao seu celular, ao seu computador, à tudo. Cory na verdade está nos mostrando exatamente o quanto estamos expostos, o quanto é fácil saber sobre nós hoje em dia. Alguém discorda? Então dá uma corridinha no seu Twitter ou no seu Facebook ou seja lá qual for a mídia social que você usa, para ver se não há muita informação sua disponível para quem quiser ver. No caso do governo, é "pior" ainda, porque eles têm acesso não só às informações que você quer compartilhar, mas principalmente às demais.
O conceito de terrorismo também é questionado no livro. Em dado ponto, Marcus diz que a intenção dos terroristas é aterrorizar, e que a ASN o aterroriza. Essa frase é boa para reflexão.
Outra coisa polêmica que Cory explora em seu livro, são as invasões de sistemas. Enquanto a maioria das pessoas vê isso como um crime, ele também aponta que, ao invadir um sistema, a pessoa mostra exatamente aonde esse sistema deve ser melhorado, aonde ele está vulnerável. É um pouco como acontece no filme A Rede Social, mas um pouco pior. Mark Zuckerberg nunca passou pelas coisas que Marcus passou... eu acho.
Ao decorrer de todo o livro, o autor demonstra situações perfeitamente plausíveis e então levanta questões que a maioria das pessoas nunca se faz. Ele nos mostra que a nossa privacidade é quebrada e destruída em situações cotidianas, e questiona porque ninguém se importa com isso. Bom... depois desse livro, acho que eu me importo. E talvez vocês se importem também, depois de ler.
E como diria Andrew "bunnie" Huang no segundo posfácio do livro... "saia de casa e ouse ser livre".

Sobre o livro
Título: Pequeno Irmão
Autor: Cory Doctorow
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 390

Resenha: Amanhecer - Parte 1

Nina Duoli

Coisa difícil é fazer uma resenha, texto ou o que quer que seja isso de uma coisa que a gente realmente gosta muito. Difícil achar defeitos quando vemos na tela tudo que estava só na imaginação.

Então, pra começar só queria dizer... meu nome é Nina, não tenho mais 15 anos e ADORO s saga Crepúsculo. Cafonagem, novela mexicana, clichê ou não eu sou fã. Foi uma coisa que mudou muito minha vida, me fez conhecer pessoas especiais e tomar boas decisões. Foi daí que nasceu a Fábrica e de onde saiu a maioria dos meus melhores amigos.

Outra coisa, se você não gosta, não tem nenhuma obrigação de ler a resenha e muito menos de assistir o filme. É perda de tempo assistir uma coisa que você tem preconceito e não gosta, só pra ficar criticando quem gosta. Eu não saio por aí falando mal de Star Wars ou Harry Potter só porque eu não gosto (Harry Potter ainda estou tentando, mas Star Wars eu não gosto MESMO). Hoje, finalmente eu vi Amanhecer... eu sei, um pouco tarde demais pra uma fã, mas são tempos difíceis ($$$) em terras gringas, se é que vocês me entendem.

Então, eu gostei mesmo do filme, de verdade. Apesar de ser um pouco parado no quesito ação o filme é cheio de emoção do início ao fim e faz jus ao livro. A adaptação ficou muito bem feita e os detalhes mais importantes do livro estão lá.

Pra fim o filme soou também como uma boa retrospectiva aos filmes anteriores e principalmente ao primeiro. Foi como um abrir, fechar e abrir denovo o ciclo do romance de Edward e Bela. A repetição de algumas musicas da trilha sonora, como Bella’s Lullaby e Flightless Bird trouxeram o clima primeiro amor e novidade (e até aquela coisa homemade) do primeiro filme, mas em um novo contexto de uma Bella e Edward que estavam prontos pra dar um novo passo na vida deles mesmo estando cheio de duvidas e de medo.

O Jacob, sempre me mata. Eu como uma boa Team Jacob detesto ver como ele se acaba e se humilha pela Bella, mas ao mesmo tempo acho bonito a cumplicidade que eles tem. Desde Eclipse as emoções do Jacob vem sendo trabalhadas de uma forma bem legal e bem fiel ao que é mostrado no livro e acho que o Taylor Lautner é muito bom em expressar todas elas. Jacob é um “personagem real”, apesar de ser um lobo.

As retrospectivas com cenas também ficaram bem legais, principalmente quando a Bella está se transformando. A cena é muito bonita e emocionante. É uma nova Bella largando tudo que foi importante pra trás (de certo modo) pra viver uma nova vida, ser uma nova Bella. 

Achei as cenas muito bonitas e bem filmadas apesar de bem simples. Não tem nada de especial, nem efeitos e movimentos sofisticados, mas a simplicidade das cenas faz com que o filme fique mais intimista e leve. Mesmo as cenas que a Bella parece um fantasma ou está se esvaindo em sangue não dão nojo, elas despertam um mix de ansiedade sobre o que vai acontecer (como se eu não soubesse...hahaha) ou dó ou sei lá...mas não nojo.

Casamento, sem comentários. Perfeito, maravilhoso, exagerado, Stephenie Meyer de convidada... tudo que uma mulher que sonha em se casar, queria ter (exceto talvez pela Stephenie de convidada). O tão falado vestido é realmente estonteante e se eu fosse a Kristen ia casar com o Robert usando ele! Hahaha

Não sei se pela primeira vez (porque não estou lembrando de outros filmes agora), mas realmente gostei de como o Rio/Brasil foi mostrado. Cenas aéreas muito bonitas e a escolha da Lapa pra filmagem foi bem bacana. Mostrou uma coisa mais real, sem estereótipos ou sacanagem. Só achei que o casal estava totalmente fora de contexto lá e não pareciam se sentido a vontade. Já na Ilha Esme (vulgo Angra dos Reis...) tudo mudou. Eles estavam à vontade e o cenário contribuiu e muito pra toda aquele clima mágico de lua de mel. Robert Pattinson falando em português é impagável. Fantástico eles terem o cuidado de ensina-lo as frases e não apenas ir pelo jeito mais fácil que seria uma dublagem ou coisa do tipo... e o sotaque dele ficou fofinho... nem tão carregado assim como da maioria dos gringos. 

Aí você chega assim e pensa... que exagero, ela gostou de tudo no filme... hahah... não! Eu não gostei da cena que os lobos falam... terrível! Eu sei que no livro é assim, e no livro essa conexão deles é bem legal, mas uma coisa é ler e você saber que só eles podem se ouvir e outra coisa é você ouvir. Preferia que eles estivessem em forma humana conversando. A Kristen acho que melhorou muito nesse filme. Conseguiu dar uns sorrisos não forçados, mas ainda assim algumas cenas que ela precisa ser mais espontânea simplesmente não sai a espontaneidade. Talvez nas próximas vezes que eu assistir posso achar mais umas coisas estranhas ou mal feitas, mas a primeira vista me agradou muito e estou ansiosa pelo segundo... ainda mais depois da cena do final (depois dos créditos).


Sobre o filme


Diretor: Bill Condon
Roteiro: Melissa Rosenberg, baseado no livro de Stephenie Meyer
Trilha Sonora: Carter Burwell
Duração: 135 min.
Ano: 2011
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Summit Entertainment

Trailler

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

RESENHA: Coração Ferido

Fabiana Araújo

Gretchen Lowell é uma serial killer procurada pelo FBI há 10 anos. Ela nunca deixa suas vitimas vivas, ela as tortura e as mata. Porém não foi o que aconteceu com o detetive Archie Sheridan, o chefe da equipe encarregada de prende-la. Ela o seqüestrou, o torturou por 10 dias e depois se entregou à a policia.

2 anos depois Gretchen está cumprindo prisão perpetua e Archie é um viciado em remédios. Ele tenta a todo custo voltar ao trabalho quando um novo caso exige sua atenção: um serial killer, conhecido como ‘O estrangulador das escolas’ anda seqüestrando e matando jovens meninas.

‘Coração Ferido’ é o primeiro livro dessa serie e também marca meu primeiro contato com a autora. Fato que não será o ultimo. Chelsea criou um triller de tirar o fôlego. O leitor simplesmente devora as páginas na ânsia por respostas, torce pelos personagens, sofre com eles. Em alguns momentos gritei alertando do possível perigo (que nem sempre era um perigo, mas abafa). O livro é cheio de reviravoltas e você se pega tentando achar o culpado a todo momento. Adoro romances policiais!

Chelsea criou personagens únicos. Gretchen é ‘me-do-nha’, você nunca conseguirá se esquecer dela, mesmo que tenha Alzheimer, e eu falo serio. Em alguns momentos você tem de parar a leitura para recuperar os ânimos. Não vejo a hora de ler essa incrível sequência  ‘Coração Apaixonado’!


"-Está com medo? –pergunta Gretchen.
Ela tateia com um pano sua testa, bochecha, nuca e clavícula. Archie imagina ver uma faísca de emoção nos olhos dela. Piedade?
Então ela some.
-Não importa o que você esteja esperando –sussurra ela –vai ser pior."


Super OFF: conversas imaginárias com os personagens: 

Susan, pinta de azul. Annie você é uma linda. Debbie eu torço muito por você...sempre. Archie, espero que consiga. E Gretchen, bom, melhor não dizer nada.


Sobre o Livro

Título: Coração Ferido  

Autor: Chelsea Cain
N° de páginas: 327


Sequência da serie:
1-Coração Ferido
2-Coração Apaixonado
3-Coração Maligno
4-The Night Season (ainda não publicado no Brasil)
5-Kill you Twice (ainda não publicado, previsão pra agosto de 2012)

domingo, 4 de dezembro de 2011

PROMOÇÃO: A Jornada

Quem Ganhou a promoção foi a Larissa Gabrielle (@laricut). Parabéns Larissa. Envie seus dados para afabricada@gmail.com o quanto antes!! Link do sorteio:  http://t.co/iiEitcxI


Para concorrer a um exemplar do livro A Jornada, basta ser seguidor do blog da Fábrica e twittar a frase:
Estou concorrendo ao livro "A Jornada" no blog da @fabrica_da. Participe também é só dar RT e seguir o blog. http://t.co/2G2mVvCx

A promoção é válida até dia 10/12/11 e o resultado do sorteio será publicado dia 11/12/11. O sorteio será feito pelo sortei.me entre as pessoas que deram RT e seguem o blog.

Boa sorteee!
=)

sábado, 3 de dezembro de 2011

RESENHA: O Trono de Fogo

Nanda Siepierski

Os irmãos Kane estão de volta, com mais uma gravação transcrita por Rick Riordan. Para quem não conhece a história, o primeiro livro da série As Crônicas dos Kane é apresentado a nós como uma gravação de dois irmãos… e esse segundo livro também é outra gravação, que foi enviada diretamente para o autor (a primeira havia sido encontrada em um armário/escaninho).

Sadie e Carter dessa vez se aliam a alguns outros magos – incluindo a Cleo do Rio de Janeiro – para tentar salvar o mundo de Apófis (uma cobra maligna da mitologia egípcia), trazendo Rá (o deus sol) de volta a vida. Além disso, eles devem enfrentar a Casa da Vida, que é meio anti-Kane – bem complicado, mas como os próprios personagens colocam várias vezes, nada na vida deles é fácil. Pelo menos eles encontram deuses legais no caminho, como Bes (o deus dos anões) e – para a alegria de Sadie – Anúbis. Sadie continua com seu humor salgado e rebelde e Carter é o irmão mais velho nerd, mas eles estão menos cansativos que no livro anterior. Juro que simpatizei bem mais com os irmãos nesse livro!
Em O Trono de Fogo, Rick Riordan mantém seu jeito irreverente de tratar de mitologia – nesse caso a egípcia – com o fim de atrair o interesse dos leitores. O impacto de As Crônicas de Kane em mim não foi tão grande quanto Percy Jackson e os Olimpianos. No entanto é importante falar que O Trono de Fogo é BEM mais emocionante/interessante que A Pirâmide Vermelha e com certeza aumentou a ansiedade para o terceiro e último livro da série. Para quem já leu outros livros infanto-juvenis, sabe como Rick Riordan tem essa capacidade de nos prender e fazer com que mergulhemos profundamente nessas novas realidades que ele cria, a ponto de acreditarmos que tudo é real e faz todo o sentido. E também tem aquela necessidade inexplicável de ler mais sobre mitologia assim que terminamos os livros do autor.


Sobre o Livro
Título: O Trono de Fogo
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
N° de páginas: 328


Resenha publicada originalmente no Sechs Crazy Word