sexta-feira, 29 de julho de 2011

RESENHA: Estrela da Noite

Por Fernanda Siepierski



Mais uma vez, Ever deve enfrentar uma pessoa louca/psicopata que só quer saber de fazer ela sofrer – o detalhe é que dessa vez essa pessoa é sua ex melhor amiga Haven. Haven virou uma imortal descontrolada, cheia de rancores, mas ainda assim forte e que quer matar Ever. Além disso, ainda temos Ever - com seus conflitos interiores, sua necessidade de acabar com Haven antes que ela faça muitas burradas e na indecisão da personagem, que ao descobrir segredos de suas vidas passadas, fica sem saber se escolhe entre Damen e Jude.


Haven é uma pessoa que eu não aguentaria na vida real: negativa, invejosa, com uma necessidade absurda de aparecer, mas tenho que admitir que a sua transformação fez dela uma a vilã mais interessantes da série (até o momento). Também não acho que Ever seja a personagem mais carismática do livro... ela cansa... a sua falta de discernimento das coisas a sua volta e seus conflitos internos faz com que eu acabe preferindo outros personagens - eu adoro o Miles, melhor amigo de Ever, que é mais decidido e está mais aberto a novidades/mudanças.

Por mais que Alyson Noel se esforce desde o primeiro livro para trazer aos leitores algo diferente e interessante, ela ainda está presa a um ciclo vicioso no qual um personagem não gosta da Ever e tenta de todas as maneiras feri-la ou ferir as pessoas que ela gosta para se vingar de alguma coisa. Tirando o fato de que alguns personagens morreram e outros tomaram o seu lugar e de que os “vilões” sempre têm algum item novo que Ever precisa, a essência é idêntica em pelo menos quatro dos livros publicados. Acredito que essa repetição faz com que a história fique, de certa forma, estagnada e se torne menos interessante aos leitores.

No entanto, o final de Estrela da Noite traz um elemento novo: um enigma, em forma de canção, que Ever deve desvendar para poder desfrutar da felicidade. Ainda assim, resta saber se no próximo livro da série, Infinito, a autora irá explorar de maneira interessante esse novo elemento ou se continuará apegada ao ciclo vicioso dos livros anteriores.

Sobre o livro


Autor: Alyson Noel
Editora: INTRINSECA
Nº de Páginas: 248
Lançamento: 07/2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

EVENTO - Antes que eu vá

Preparados para o próximo evento de lançamento? Mais brindes, mais diversão e dessa vez um papo sério também?!?!

O próximo evento da Fábrica será do livro "Antes que eu vá", super lançamento da Ed. Intrinseca. Além de brindes e brincadeiras, teremos também um bate papo super legal sobre Bullying, tema central do livro. O evento será dia 07/08, 14 horas em ponto na Saraiva do Diamond Mall.



"Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta - desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete "segundas chances", na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, ela desvenda o mistério que envolve sua morte - e, finalmente, descobre o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.


Em Antes que eu vá, Lauren Oliver expõe as complexas relações que se formam dentro de uma escola, fugindo dos estereótipos habituais. Suas personagens, que inicialmente transparecem simplesmente egoísmo e superficialidade, são densas, guardam segredos e mágoas. Ao tentar mudar os acontecimentos do dia ao qual está presa, sua heroína se humaniza e, pela primeira vez, reflete sobre sua relação com as amigas, com a família, e sobre como seria o "último dia" que gostaria de viver."





Não percam!
Esperamos por vocês!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Rumo à terra de Artemis + resultado Promoção

Depois de taaaanto ouvir falar de Artemis Fowl Eu e Selhe nos apaixonamos pela série e resolvemos ir para a Irlanda atrás do nosso herói favorito para trazê-lo pra Monique, sua maior fã no Brasil... hahaha

Ok ok... a gente não vai atrás do Artemis, mas estamos mesmo indo para a Irlanda fazer intercâmbio no início de agosto. Vamos ficar um tempinho por lá, estudando, trabalhando e claaaaro... trazendo novidades "gringas" para a Fábrica.

Não se preocupem! A Fábrica vai continuar a mesma, com as mesmas (e mais) parcerias, promoções, resenhas e claro que com os eventos também! Eu e Sel continuaremos por aqui mesmo de longe, no Facebook, Twitter, fazendo resenhas e ajudando a galera que vai ficar responsável por tudo aqui.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl – O Complexo de Atlântida


Monique Melo 

Pense em magia. Pense duas vezes.

Algo terrível aconteceu a Artemis Fowl II: ele virou bonzinho. As criaturas diagnosticaram o Complexo de Atlântida, uma doença que provoca comportamento obsessivo-compulsivo e múltiplas personalidades, um efeito colateral por ter mexido tanto com magia. Agora, a cidade submarina de Atlântida está sob o ataque de robôs malignos e o novo Artemis bonzinho não consegue lutar contra eles. Será que sua aliada, a capitã Holly Short, conseguirá trazer o verdadeiro Artemis de volta - antes que esses robôs misteriosos destruam a cidade e todas as criaturas que vivem lá?

Passado dois anos desde o último lançamento da série aqui no Brasil, chega o sétimo volume da série Artemis Fowl! Estava mega curiosa para ler O Complexo de Atlântida e não me desapontei! Cada vez mais Eoin Colfer elabora seu enredo de forma concisa, explorando diversas nuances dos personagens e até mesmo das atitudes dos vilões.

RESENHA: Artemis Fowl - Graphic Novel

Monique Melo

Nesta adaptação de Artemis Fowl - O menino prodígio do crime para os quadrinhos, os fãs poderão conhecer, pela primeira vez, o verdadeiro rosto do jovem herdeiro do clã Fowl. A graphic novel reconta a história do primeiro volume da série, acompanhando as aventuras do jovem gênio do crime, Butler, Holly Short, Palha, Raiz e muitos outros em uma sofisticada edição colorida e diferenciada.

Como não poderia deixar de ser, o enredo não é completo como o livro. Impossível não perder um pouco das informações e até mesmo as grandes sacadas da narrativa com esse tipo de adaptação. E isso torna a graphic novel ruim? Não, claro que não!

É interessante finalmente visualizar cada personagem idealizado pelo Eoin Colfer e ver se tem alguma semelhança com o que o leitor imaginou. Artemis, Bultler e Holly são os que mais se aproximaram do visual que imaginei para eles. O comandante Raiz e Potrus ficaram totalmente diferentes do que pensei! O Comandante para melhor, o Potrus confesso que não gostei.

domingo, 24 de julho de 2011

RESENHA: Arquivo Artemis Fowl


Monique Melo

Os arquivos confidenciais de Artemis Fowl foram descobertos em seu cofre na Mansão Fowl. Desde o primeiro contato com o Povo das Fadas, ele manteve este dossiê trancado. Agora você também poderá dividir seus segredos...

Composto por duas histórias ligadas ao universo Artemis Fowl, o Arquivo traz curiosidades e entrevistas com os personagens principais.

A primeira história chama-se LEPrecon e é sobre o teste de Holly Short para se tornar capitã. O responsável por sua avaliação é o comandante Julius Raiz e ele está decidido a fazer de tudo para que Holly, assim como todas as fêmeas que realizaram essa prova, não passe. Tudo começa a mudar quando o irmão de Julius traça um plano cruel para vingar-se dele.

sábado, 23 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl – O Paradoxo do Tempo

Monique Melo



“Pense em magia. Pense duas vezes.”
Angeline Fowl, mãe do incrível menino prodígio do crime, contraiu uma doença potencialmente fatal. A única cura possível é o fluido de uma raça de lêmures cuja extinção foi, infelizmente, causada pelo próprio Artemis... Agora, ele terá que convocar seus amigos do Povo das Fadas para ajudá-lo a voltar no tempo e salvar o animal. E, como se esse desafio já não fosse o suficiente, ele ainda terá que enfrentar um adversário a sua altura: ele mesmo, aos dez anos.

Em mais uma aventura, Artemis corre contra o tempo para encontrar a cura para uma doença rara contraída por sua mãe. Decidido a não perdê-la, ele pede ajuda aos seus amigos do Povo das Fadas, Holly, N°01 e Potrus e segue para o passado, uma viagem no mínimo perigosa, que pode trazer conseqüências irreversíveis.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl – A Colônia Perdida

Monique Melo


“Pense em magia. Pense duas vezes.”
Dez mil anos atrás, os Homens da Lama e o Povo das Fadas lutaram pela Irlanda. Quando ficou claro que os seres mágicos não poderiam vencer, eles decidiram levar sua civilização para os subterrâneos, se escondendo dos humanos. Somente os demônios foram contra essa fuga, e preferiram tirar sua ilha do curso normal do tempo. Ou seja, eles estão perdidos no limbo há mais de dez mil anos! Mas, agora, toda a ilha está lentamente voltando à Terra, e de maneira imprevisível. Somente uma pessoa pode prever quando e onde o próximo demônio irá aparecer: Artemis Fowl. O que ele não esperava é se deparar com uma nova e inteligente adversária: uma humana de apenas 12 anos...

Mais seres mágicos e situações perigosas esperam Artemis, Holly e seus amigos em sua nova aventura. Artemis está às voltas com sua nova tarefa: descobrir onde e quando os demônios farão suas aparições.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl - A Vingança de Opala



Monique Melo

“Pense em magia. Pense duas vezes.”

Artemis Fowl está de volta! Sem lembrar de nada sobre o Povo das Fadas, ele se vê às voltas com o diabólico plano de vingança de Opala Koboi. Para piorar, a capitã Holly torna-se uma fugitiva da LEP, depois de cair em uma arapuca. Só os dois com a ajuda de Butler e Palha, podem impedir que Opala destrua o mundo das fadas e os dos Homens da Lama. Dessa vez, Artemis está diante de uma adversária tão esperta quanto ele. Será que um plano genial será suficiente para salvá-los?

A diabrete Opala Koboi está de volta e quer vingança contra os responsáveis por sua prisão. Egocêntrica e perversa utiliza de sua grande inteligência para punir seus inimigos e seus planos não tem limites. E seus alvos estão exatamente aonde ela quer.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl – O Código Eterno

Monique Melo


“Pense em magia. Pense duas vezes.”
Artemis Fowl construiu um supercomputador – o Cubo V – a partir de tecnologia do povo das fadas. Em mãos erradas, ele poderia destruir tanto os homens quanto os seres encantados. Mas não há por que se preocupar, pois Artemis, como sempre, tem um plano brilhante. Ele não quer usar sua invenção, quer apenas chantagear um inescrupuloso empresário americano que tem ligações com a Máfia. O encontro é em um restaurante no centro de Londres, apinhado de turistas. Artemis será escoltado por Butler, seu invencível guarda-costas. O que poderia dar errado...?

O Artemis dessa vez não poderá contar com Butler para auxiliá-lo, já que um de seus engenhosos planos deu terrivelmente errado. Agora seu inimigo tem o Cubo V, um super computador, construído pelo próprio Artemis, resultado da união da tecnologia das fadas com a humana e pretende usá-lo de forma perversa.

terça-feira, 19 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl – Uma aventura no Ártico


Monique Melo

“Eu sabia que ele voltaria. Eu sabia.”
Alguém está contrabandeando para os goblins fontes de energia produzidas por humanos. A capitã Holly Short, da Unidade LEPrecon, está certa de que o responsável é seu arquiinimigo Artemis Fowl. Mas será que é ele mesmo? Artemis tem seus próprios problemas para se preocupar: seu pai foi seqüestrado e só um milagre pode salvá-lo. Um plano brilhante pode não ser o suficiente desta vez. Talvez, agora, Artemis precise de ajuda...

Na volta do anti-herói mais inteligente e calculista do mundo podemos ver as conseqüências de seus atos quando pôs em prática seu mirabolante plano de roubar o ouro das fadas, tanto na sua vida, como na da elfo Holly Short.

Holly foi designada para serviços burocráticos como punição pelo seqüestro sofrido e o ouro perdido. Em meio a sua enfadonha rotina, ataques de goblins muito bem armados deixam os cidadãos do Porto em pânico e Holly tem certeza que o garoto da lama é o culpado.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

RESENHA: Artemis Fowl - O Menino Prodígio do Crime



Monique Melo

“Afaste-se, humano. Você não sabe com o que está lidando.”

Artemis Fowl, um menino de doze anos, é um brilhante gênio do crime. Mas nem ele tem idéia do que pode acontecer ao seqüestrar uma fada, a capitã Holly Short, da Unidade LEPrecon. Estes seres encantados não são aqueles dos contos de fada. Estão armadas e são perigosos. Artemis está confiante que pode vencê-los quando bem entender, mas eles pararam de jogar conforme as regras...

Fadas como Sininho de Peter Pan, anão como os da Branca de Neve, protagonistas sofridos que conseguem dar a volta por cima... Não tem nada disso aqui! Nenhuma criatura encantada está retratada nesta série como estamos acostumados em ver! Esqueça tudo que você sabe sobre fadas, anões e criaturas mágicas, afinal eles vão passar longe da sua concepção! Eoin Colfer tem sua própria visão e ela não é nada adorável! 

domingo, 17 de julho de 2011

ESPECIAL: Semana Artemis Fowl

Opaaa..para comemorar o lançamento do sétimo livro da série Artemis Fowl -  Artemis Fowl e o Complexo de Atlântida a Fábrica irá fazer uma semana toda dedicada a ela.


Acompanhe com a gente as resenhas de todos os livros feitas pela Monique e curiosidades sobre a série.

EVENTO: Radiante e Estrela da Noite

Dia 24/07 será o evento de lançamento de 2 super livros da autora Alyson Noel: Radiante e Estrela da Noite.

O evento começará às 14 horas em ponto na Saraiva do Diamond Mall. esperamos vocês com muitos brindes e diversão!




 Esse dia também será a despedida da Nina e da Sel nos eventos, que a partir de agora serão feitos pela Thay e pelo Guilherme, com help da Nanda.

E, o Gil estará vendendo ingresso com preços promocionais para o evento de Harry Potter " Última Noite em Hogwarts". As infos do evento estão no post anterior a esse!

=)

sábado, 16 de julho de 2011

Harry Potter Day - Ultima Noite em Hogwarts

Post meio tardio para o Potter day, mas como o dia só muda depois que a gente dorme e acorda ou depois que o sol nasce! hauhaua

O Potter Club em parceria com a Fábrica irá organizar um SUUUUUPER evento de Harry Potter em Belo Horizonte, no mês de setembro. O evento que tem o apoio da Editora Rocco irá acontecer durante praticamente todo o dia 18 de setembro de 2011, no Matriz Casa Cultural em BH.

No evento haverá jogos e brincadeiras valendo prêmios, concurso de cosplay individual e em grupo, lanchonete com cardápio temático, lojinhas com vários produtos de Harry Potter, show e muuuuitas outras atrações.

Clique na imagem abaixo e fique por dentro de todas as informações sobre o evento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Harry Potter Day - Resenha Harry Potter e as Reliquias da Morte - parte 2


Por: Selhe Moreira
Colaboração: Ludmila Nascimento



Ainda agora, enquanto tentamos escapar aos muito sedutores clichês de fim de qualquer coisa, uma sensação de clareza súbita se apodera de nosso raciocínio, de certa forma bloqueando a escrita desta resenha. Tudo isso porque falar do último filme da série mais bem sucedida da história do cinema é uma tarefa um tanto inglória, não só por sermos ambas admiradoras da saga – sendo a senhorita Lucita Sibila inclusive daquelas que aparece na TV dando entrevista pra noticiário do meio-dia #prontofalei – mas porque sabemos o fascínio que a série como um todo exerce sobre os seus fãs, que tratam tudo relacionado à ela com dedicação apaixonada.


Falar de Harry Potter, portanto, é como meter a colher numa relação de amor que já dura 14 anos e 10 anos incompletos – idade do primeiro livro da série literária e da primeira adaptação cinematográfica, respectivamente. É confrontar as diversas opiniões e visões lapidadas em leituras e sessões repetidas, mas que se fundam, no fim das contas, nas peculiaridades da imaginação de cada leitor, de cada espectador.


Se para nós, meras colunistas de cultura, o peso da saga é oprimente, imaginamos o que não deve ser o fardo que repousou no colo do diretor David Yates, vezes seguidas: ser responsável por retratar algo que milhares de pessoas – com milhares de visões bem específicas da história – aguardam ver nas telas desde novembro de 2007. Essa fardo (alguém aí lembrou do Froddo?) é comparável talvez à carga de responsabilidade do próprio menino bruxo – que, para os desavisados (que duvido que ainda existam), é simplesmente salvar o mundo inteiro e adjacências dos desmandos e loucuras do Lord Voldemort.


No entanto, para alegria geral da nação potteriana, mais uma vez o diretor é bem sucedido em tratar o epílogo com cuidado que o mesmo merece, mostrando entendimento dos pormenores da história e consciência de suas escolhas. Desde a paleta de cores escuras, passando por posicionamentos de câmera oportunos, pela trilha sonora que evoca o clima que uma guerra dessas proporções causa, tudo contribui para criar um plano de fundo acertado e propício para o trabalho dos atores.


A esse respeito, é fácil notar que há uma maior consistência na atuação do trio central – talvez devido ao fato de os personagens já serem agora algo que habita sob a pele de cada um deles. Que Harry, Ron e Hermione amadureceram já estava mais que claro desde a primeira parte – se a guerra faz dessas coisas com aqueles que são coadjuvantes, que dirá com os que ocupam um lugar central na sua resolução, para bem ou para mal. Mas nesse capítulo, cada um se mostra especialmente mudado, seja uma Hermione mais aberta a ouvir aos outros ou um Ron que se mostra cada vez mais sagaz e pro ativo; mas a mudança mais capital é principalmente percebida no personagem central.


O garoto que aos onze anos se descobriu parte – e que parte! – de um mundo onde tudo era literalmente mágico, cheio de pessoas exóticas e correio entregue por corujas, onde tudo era alegria, descoberta, brilho e acordes maiores nas trilhas sonoras percebeu que este mundo agora está distante. No andamento natural do mito do herói, o personagem que era o arquétipo do órfão e do inocente – que é sempre orientado por seu mentor (Dumbledore), amparado e salvo por seus parceiros (Ron e Mione) – foi modificado. Agora ele é o aquele que abraçou sua causa por vontade, vocação e necessidade, teve seu caráter moldado por suas perdas e sua força garimpada pelas inúmeras ações cruéis de sua nêmese e seus comparsas.


Harry, um homem de apenas 17 anos, é a peça chave de uma batalha de proporções apocalípticas, mas não é a única peça nesta trama.


No entorno, um elenco de primeira grandeza que, às vezes com aparições apenas pontuais, confere aos seus respectivos personagens toda a carga dramática necessária para que se note, por trás de toda fantasia que é própria do mundo criado por J.K Rowling, a tangibilidade do horror que todos eles vivem. Nesse sentido, Maggie Smith, Helena Bonham Carter, Michael Gambon, Alan Rickman e Ralph Fiennes são tudo o que se espera deles e mais.


Há verdade no fascismo, insanidade e crueldade de Voldemort (Fiennes) e Bellatrix (Bonham Carter) - esses os vilões tão corrompidos pela maldade que parecem ter essa essência podre escapando pro lado externo de seus corpos, sempre sujos, com dentes apodrecidos, cobertos de fuligem.


Há verdade no tom sempre professoral e decidido de Minerva McGonagall (Smith) que assume para si a liderança da batalha de Hogwarts e demonstra em meio ao caos uma suavidade e disposição inabalável com ocasionais alívios bem-humorados, raramente vistos antes.


Há verdade nos olhos e atos da alma grinfinória de Neville Longbottom (Matthew Lewis), que mesmo em face ao horror e a destruição da batalha acha em seu coração espaço para a delicadeza inegável e irresistível do amor, e mostrando de vez as razões pelas quais ele seria "aquele que poderia ter sido" (algo tão querido e esperado pelos fãs).


Há verdade em Luna (Evanna Lynch), essa adorável excêntrica garota, em sua suavidade e doçura, na sua percepção tão clara e objetiva dos fatos, sem jamais ser pessimista com o que a circunda.


Há verdade nos olhos amáveis e cheios de culpa de Dumbledore (Gambon) presente em flashbacks cruciais numa das mais lindas e poéticas cenas de toda a série (King’s Cross jamais será a mesma depois desta obra escrita pela mais famosa britânica viva – depois rainha, talvez).


Mas, principalmente, há verdade, intensidade, profundo sentir na atuação soberba de Alan Rickman. Snape é, conforme esperado, ponto crucial para o entendimento e desenrolar da trama, mas o ator vai além. Tudo em seus olhares, gestos e modo de falar é repleto de significado e a sequência que apesenta aos espectadores suas memórias é um dos momentos de maior delicadeza e mais emocionantes de toda a película.


É claro que nem tudo é perfeito. Aqueles que desconhecem a mitologia que envolve a série podem ficar um tanto perdidos – a essa altura é natural que o roteirista e o diretor esperem do espectador o mínimo de conhecimento a respeito do curso dos fatos. Ainda assim, mesmo para os conhecedores da trama, há coisas importantes que ficam sem explicação de porque, como, de onde e para quê (fique bem atento para entender o fechamento da trama das Relíquias que dão nome ao filme).


Além disso, há falhas e alguns furos na trama herdadas do próprio livro: a superficialidade da autora em tratar a morte de personagens queridos (talvez em função do ponto de vista da narrativa ser o do próprio Harry) se repete no filme. A única partida que bem foi desenvolvida e tecida para ser sentida a fundo, no livro e no filme, é mesmo a ocorrida primeira parte do epílogo – a de Dobby. Não coincidentemente, esta é a sequencia que inicia a segunda parte, como se fosse um aviso muito claro do que estava por vir nas mais de 2 horas de projeção.


Mesmo assim, não há no filme nada que comprometa profundamente o resultado final. Yates acertou brilhantemente com seu olhar humano, honesto e porque não dizer carinhoso para com o filme e, principalmente, para com os fãs.


E se sentir vontade de chorar, não se preocupe. Todas as lágrimas que porventura teimarem em cair terão o respaldo ontológico de todas as nossas saudades, perdas, vitórias suadas e surradas, de tudo aquilo que enfim, nos enche a alma e nós faz ser quem somos. (Psicologizamos e racionalizamos, mesmo).


Portanto, entregue-se à experiência. O cinema é um lugar seguro. E escuro.


PS.: Esse filme é feito em tons escuros, sombrio e repleto de sombras. Portanto, é um tanto redundante assistir em maior estado de escuridão conferido pelo 3D (que, além de tudo, é o famoso “filme Avatarizado" - ou seja, filmado originalmente 2D e convertido para a tecnologia 3D”. Não acrescenta muito e não há grandes mudanças na experiência fílmica).


Avaliação: 4 estrelas

FICHA TÉCNICA: Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and The Deathly Hallows – Part 2). Reino Unido/EUA, 2011. Direção: David Yates. Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Michael Gambon, Alan Rickman, Maggie Smith, Tom Felton, Bonnie Wright. Cor, 131 min.


Site oficial:
http://harrypotter.warnerbros.com/harrypotterandthedeathlyhallows/mainsite/index.html

Originalmente publicado no Abacaxi Atômico

Harry Potter Day - Harry Potter na mídia hoje

Não sei se todo mundo sabe, a cidade base da Fábrica e Belo Horizonte e temos um super parceiro que é o Potter Club, um fã clube de Harry Potter novo, coordenado pelo Gil, mas que já está bombando.

Nesses ultimos dias eles deram entrevista para o caderno Ragga Drops do Estado de Minas, fizeram um vídeo para o portal do jornal O Tempo e apareceram no especial da TV Alterosa e no do Jornal O Tempo na pré estréia. As matérias ficaram bem legais!! Confiram:




Matéria especial da Ragga sobre Harry Potter




Matéria do Jornal Hoje em Dia na pré estréia com o Potter Club e várias fotos!


Vídeo do Potter Club para a TV o Tempo



Cobertura da primeira seção em BH pelo Jornal O Tempo


Especial da TV Alterosa e pessoal na fila da Pré Estréia em BH



Harry Potter na mídia
Confiram também algumas matérias de hoje sobre a saga! A premiere do Rio com Tom Felton está no primeiro post do Potter Day.

Oitavo filme fecha com brilho a saga Harry Potter - O Tempo

Fãs se despedem de Harry Potter e consideram o ultimo filme o melhor - G1

Coração das Trevas - Estado de São Paulo

Harry Potter e as Reliquias da Morte -  parte 2 encerra a saga do bruxinho - O Dia Online

Aprenda a fazer a cerveja amanteigada de Harry Potter - Portal Uai

A Despedida de Harry Potter - Jornal do Comercio/Recife

Pottermaniacos celebram paixão pela saga na última estréia - Correio do Povo RS

Quem se deparar com mais alguma matéria, poste nos comentários!!!

=)

Harry Potter Day - O Primeiro Dia de Sua Vida

Shortfic por Flávia Tironi



Capítulo Único

Naquela manhã de outono foi que o garoto acordou em seu quarto. Sonhara com várias coisas horríveis, pesadelos dos quais jamais queria lembrar-se novamente. Harry sabia bem o que era estar só durante aqueles seus 17 anos. Mas naquela manhã, quando acordou e procurou seus óculos, Harry não reconheceu o lugar em que estava. Uma cama particularmente aconchegante e bem parecida com o que ele considerava a cama de seus sonhos. Os móveis organizados e alguns pertences no chão como o quarto de qualquer garoto, mas nada muito bagunçado. Dava pra se virar ali, se achar. Pergaminhos, tinteiros velhos, penas partidas, muitos livros e sua varinha de uma forma que não vira antes, à mostra, em cima da escrivaninha bem polida. A janela branca entreaberta condenava os primeiros raios de sol daquela manhã. Sentou-se na cama, examinou tudo e pensou “que será que eu bebi ontem?". Sorriu pra si mesmo e sacudiu a cabeça levando as mãos no rosto de novo. Colocou os pés no chão e sentiu-o tão macio. Era o carpete que envolvia apenas a cama. O restante era um piso de madeira. Andou de um lado para o outro, a gaiola de sua ave estava aberta.

- Engraçado Edwiges não ter voltado ainda. – comentou para si e deu de ombros, afinal nada estava muito comum ali, mas ainda estava tão sonolento e com uma sensação tão boa que não iria se preocupar com nada, não ainda. Não lembrava de dormir tão bem assim fazia tempo. Abriu o armário e então começou a achar meio estranho.

- Roupas novas. – falou. - Eu tenho roupas novas? - estava tudo muito bem passado e perfumado. Olhou ao seu redor e viu uma portinha aberta, caminhando até ela. - Um banheiro só pra mim? – franziu as sombracelhas e sacudiu a cabeça involuntariamente. - É Harry, fica frio cara! - conversava sozinho.

Sentiu vontade de um banho e mais uma vez pensou “se for sonho vou acordar agora”. O garoto se despiu, tirou seus óculos e enfiou-se debaixo do chuveiro deixando a água cair em sua cabeça e molhar todo seu corpo. O shampoo e sabonete pareciam ter o mesmo perfume delicioso de pêssegos frescos. Um prazer enorme tomar aquele banho, parecia precisar. Quando começou a não ver mais os azulejos devido ao vapor que se formara com a água quente, Harry decidiu que era hora de encerrar seu banho. Fechou as torneiras, alisando os cabelos para trás. Depois enrolou-se na toalha dependurada fora do box, colocou novamente os óculos e foi até o espelhinho na parede, com um armário embutido atrás dele. Abriu-o e tomou a escova em suas mãos e começou a escovar os dentes examinando cada frasquinho ali dentro. Havia poções para melhorar o hálito e também para clarear olheiras. Enquanto bochechava água em sua boca, desembaçava o espelho. Quando mirou seu reflexo nele, a escova amoleceu em suas mãos, na mesma rapidez com que cuspiu fora toda água da boca. Afastou-se respirando ofegante. Espelho mentiroso, não queria vê-lo de novo, ou queria? Bem devagar tentou encará-lo de e viu o mesmo Harry, a não ser por um detalhe, sua cicatriz sumira como se nunca estivesse estado em sua testa antes. Não era ilusão dele, era o que via de verdade. Então Harry olhou novamente tudo ao seu redor e saiu devagar do banheiro. Sentou-se na cama pensativo, se é que aquela cama existia.

- Tá legal! Agora sua imaginação já foi longe demais! - respirou fundo, vestiu a primeira roupa que viu em sua frente e saiu daquele quarto vendo um corredor com mais duas portas e um início de corrimão. Definitivamente parecia uma casa, Harry concluiu, mas que casa? Não era a Toca, talvez fosse a casa de Hermione porque esta ele ainda não conhecia, mas lembrava-se de que ela mesma tinha falado que sua casa tinha apenas um patamar. Então escutou vozes, uma espécie de discussão matinal. Franziu as sombracelhas sem compreender ao certo. Chegou mais perto do corrimão e não viu nada, nem ninguém, porém as vozes aumentaram um pouco o tom.  Descalço, segurou-se no corrimão e começou a descer pé a pé bem devagar.

- Não demora amor, ou seu café ira esfriar!!! - uma voz feminina gritou.

- Só um minuto querida! – uma voz, desta vez masculina, respondeu e Harry escutou uma porta bater no andar de cima, mas sem veemência. Lá embaixo a voz começou a cantarolar, parecia o hino de Hogwarts. Já, no que parecia ser a sala de estar, deu uma olhada curiosa em tudo. A porta de entrada era de madeira e era branca também, assim como a janela do quarto e as demais. Uma lareira à sua direita ainda cheirava fumaça. Os sofás eram beges com algumas almofadas e também xales vinho. Então olhou para o outro lado guiado por um reflexo na cozinha. Mais uma vez respirou fundo e caminhou até lá parando debaixo da soleira. A mulher se virou.

- Querido, você acordou! – disse com um sorriso dando um beijo em seu rosto. – Vem! Sente-se aqui. - o puxou para a mesa e afastou a cadeira para Harry sentar-se. Com um aceno de varinha conjurou um café da manhã mais que perfeito sobre a mesa. Harry olhou da tigela de cereais para a mulher. Ela tinha os cabelos ruivos e vestia um suéter vermelho e saias pretas até os tornozelos. Então Harry começou a ficar com medo e não conseguia nem pensar em comer. - Que foi querido? Não está bom? – perguntou preocupada e o olhou. Seus olhos poderiam ser os de Harry, tão verdes eram e tão ternos. – Harry...? - ela o chamou fazendo-o voltar à tona e piscar os olhos.

- Hum...? – resmungou meio zonzo.

- Está pálido, que foi que houve?

- Devo... ter... dormido mal... eu acho. – respondia sem pestanejar muito. Sua cabeça estava girando, isso não podia ser, não podia. Examinou seus pensamentos. – Desculpe...

- Sim, querido???

- Mas o que está acontecendo aqui afinal? – quis saber imediatamente. Na verdade já passara da hora de perguntar tal coisa.

- Aqui? Aqui onde Harry? - ele começava a ficar ansioso. Esquivou-se quando ela ameaçou toca-lo.

- Eu não sei que brincadeira é essa, mas eu quero que pare agora! – exigiu ficando de pé num salto.

- Brincadeira? - a mulher largara seus afazeres e se concentrara nele. Parecia não compreender bem a reação do rapaz a sua frente.

- Quem mandou você até aqui, hein? Foi ele não foi?

- Ele? Mas do que...

- Não finja que não sabe do que estou falando!

- Mas Harry, eu realmente não sei do quê, ou de quem você...

- Voldemort! – falou friamente cerrando os punhos. - É seu mais novo truque não é? - o mais engraçado era que aquele nome provocara na mulher a mesma reação que provocava em Harry, absolutamente nada.

- Querido tem certeza de que está bem? - ele sorriu sarcástico e empunhou sua varinha. A mulher se afastou um pouco surpresa.

- Tá bom... isso já foi longe demais! Não me obrigue a usar isso! – então os olhos verdes dela brilharam.

- Eu... eu queria ajudar você, mas eu realmente não sei o que foi que aconteceu. Seu pai e eu, nós...

- Pai? – repetiu incrédulo. Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa Harry soltou sua varinha tentando se equilibrar na mesa, parecia que ia cair tamanha tontura sentiu.

- HARRY!!! – ela gritou o segurando e o fazendo sentar-se. Ele abaixou a cabeça entre as pernas. -  Accio água!!! – ela falou conjurando um copo d’água. – Tome! – entregou a ele. Harry a olhou novamente. - Beba!

- Estou bem, obrigada. – ele respondeu ainda impaciente segurando o copo. Não seria louco de beber qualquer coisa que viesse daquela estranha.

- Harry, meu amor, eu... eu não sei exatamente porque disse aquilo, mas quer tentar pelo menos explicar-me? - a mulher pediu docemente.

- Disse o quê?

- Bem, você disse que... Voldemort tramou tudo isso, não foi? – ele desviou o olhar. Ela sorriu brevemente. - Não sei o que foi que aconteceu esta noite, talvez você tenha ido dormir tarde e...

- Dormir tarde? Como sabe? Eu não estava aqui ontem estava? Eu não me lembro onde estava... – comentou distante.

- É claro que estava! Você não costuma dormir fora. Não porque eu e seu pai não permitamos, mas porque você mesmo decidiu isso.

- Você e meu pai?

- Sim, eu e seu pai.

- Como conheceu meu pai?

- Harry, sabe muito bem que eu e seu pai nos conhecemos em Hogwarts antes de nos casarmos.  – Harry mirou a varinha no chão e teve vontade de estuporá-la por um breve instante, mas a questão era que algo o impedia. Não sentia ódio por ela, não conseguia. Que brincadeira maldita seria aquela?

- Está achando mesmo engraçado? Você está? Hum? – Harry virou-se pra ela - E VOCÊ???????? - berrou para o nada esmurrando a mesa - NÃO É O BASTANTE TÊ-LOS TIRADO DE MIM VOLDEMORT??? –levantou-se muito alterado agora. - NÃO VAI ME ILUDIR COMO TENTOU FAZER UMA VEZ! NÃO VAI!!!!!!!

- Harry! Harry! - a mulher o sacudiu, fazendo-o virar-se e colocando a mão em seu rosto gélido.

- Querido, Voldemort morreu há dezesseis anos! – disse calmamente como quem explica a uma criança que algo não aconteceu.

- O quê?? – indagou de olhos vidrados.

- Sim Harry, Voldemort está morto.

- Não! Isso é mentira!!! – ele a acusou.

- Porque eu mentiria sobre sua morte? Eu estava lá junto com a Ordem e o vi definhar diante de todos nós jurando vingança.

- Não! Vocês estavam... estavam em Godric’s Hollow e Voldemort os matou! – pela primeira vez ela se calou.

- Como sabe... como sabe disso?

- Achou mesmo que seria tão fácil me enganar?

- Não Harry, eu não estou enganando você. Tudo o que eu disse até agora é verdade. O que me espanta é que nós nunca contamos a você que... fomos salvos de morrer naquela noite.

- Salvos? – a mulher sentou-se e uma lágrima escorreu por sua face.

- Na verdade descobrimos um amigo e perdemos outro. Pedro tentou nos trair, mas Sírius descobriu tudo e avisou-nos antes que Voldemort viesse para cá...

     - Pare de me zombar com essas suas lágrimas falsas!!!

- Mas eu não estou zombando de você. Eu jamais faria isso... meu filho! – ela falou piedosamente e Harry sentiu seus olhos queimarem.

- Acha mesmo que vou acreditar que... que você é minha mãe?

- Porque duvida disso? – ela perguntou realmente magoada.

- Porque está fazendo isso? Porque não me deixa em paz com minha dor de ter perdido meus pais? Por quê?- Harry se sentou de novo. Não acreditaria nisso, estava decidido. Ela sentou-se em sua frente de cabeça baixa e olhos fechados e segurou as mãos dele entre as dela.

- Quando você chorou
   Eu enxuguei todas as suas lágrimas...

Harry a olhou devagar. Ela estava cantando em voz baixa.

 - Quando você gritou
   Eu lutei contra todos os seus medos...

Ele sentiu em seu peito um forte aperto e sua mente começou a recordar. Ela o fitou ternamente ainda chorosa.

 - Eu segurei a sua mão
  Por todos esses anos
  Mas você ainda...

- Tem tudo de mim. – Harry completou sem saber exatamente porque o fizera antes dela terminar e então seu rosto também ficou molhado inevitavelmente e ele a encarou como se ela fosse a coisa mais bela que já vira na vida. – Mãe?

- Harry!!!

Harry a abraçou tão forte que até mesmo ela ficou surpresa. Porém não hesitou em acolhê-lo em seus braços, o embalando com carinho e afagando seus cabelos. Como não esquecera da canção que ela costumava cantar para ele todas as noites antes de dormir? Era tão pequeno e mesmo assim isso não se apagara de sua memória. Tudo que vivera fora sonho? Um longo e terrível sonho do qual acordara finalmente? Harry preferiu não refletir mais se era ou não verdade que estava nos braços de sua amada mãe agora, apenas queria desfrutar disso o máximo que podia. Ela tinha a pele tão macia e o cabelo perfumado como ele imaginara. Choramingou.

- Aaah, não há porque chorar meu menino... está tudo bem, hum?

- Eu... eu sonhei tanto com isso. – ela apenas sorria sem entender exatamente porque Harry a abraçava como se fosse a primeira vez que o fazia.

- Eu vou estar sempre ao seu lado Harry, não se esqueça disso nunca! – ele se soltou dela e sacudiu a cabeça positivamente em concordância. Lílian enxugou-lhe o rosto.

- Querida, você... – Harry se virou rapidamente ficando de pé. - ...hum, oi Harry, finalmente acordou! - o homem a sua frente lhe sorriu. “Eu poderia ser ele”, Harry pensou. A não ser pelo nariz mais adunco e os olhos castanhos eram de fato muito parecidos.

- Pa... pai? – Harry o indagou.

- Tudo bem com... – e antes que ele pudesse terminar sua pergunta Harry o abraçou quase que o jogando no chão. O homem olhou para Lílian como que querendo saber por que aquele abraço repentino. Ela apenas deu de ombros. Ele voltou-se para Harry e o correspondeu. – Perdi alguma coisa? – ele perguntou ainda abraçado ao rapaz.

- Não... nada. – Harry respondeu depois de solta-lo. – Eu é que perdi muito tempo pai e não quero mais perder.

- Que bom filho, fico feliz por você. – falou meio confuso ainda, mas não deixou de sorrir puxando uma cadeira.

Era seu pai, o famoso Thiago Potter. Um pai como ele desenhara em sua mente. Aquele com quem Harry falaria sobre Quadribol e pediria conselhos sobre garotas. Tinha tanto o que conversar, mas ele se contentava apenas em observá-los ali, em sua frente, em sua casa, na mesa do café.

- Vamos... nos sentar então? Estou faminto!!! – sugeriu Thiago e os três sentaram-se.

- Alguma notícia sobre a Ordem? – Lílian perguntou servindo café.

- Bem... – ele abriu seu Profeta Diário de todas as manhãs. - ... a Ordem convocou um novo membro, uma tal de Ninfadora...

- Tonks?? – Harry completou.

- Isso mesmo, como sabe? – quis saber Thiago espantado, bebericando seu café.

- É... é uma longa história pai. – Harry sorriu. Lílian olhou dele com ar de cumplicidade para seu marido.

- E... quando ela começa amor? - perguntou abrindo o pote de geléia.

- Acho que na próxima semana. O Ministério não quer muito alarde quanto a isso, mas Dumbledore nos deu boas recomendações a respeito da garota e se ele falou está falado.

Harry lembrou-se de como Tonks fora uma boa amiga e de como Dumbledore sempre sabia de tudo. Pelo menos até onde sabia era assim. Não haveria de ser diferente agora, as personalidades de ambos eram muito reais. Como contaria isso para Rony e Hermione? Será que eram mesmo seus amigos? Esperava descobrir o quanto antes. Terminado o café Lílian conjurou um feitiço e tudo começou a ser organizado. Louças se lavando, migalhas de pão sendo varridas e até o arranjo sobre a mesa levitou sozinho até ela depois que o forro estava esticado.

- Líli, vou apanhar meu casaco e logo partimos.

- Sim, amor, vá logo! – eles se beijaram. Harry pode comprovar por fim o que ouvira de todos a respeito do amor tão grande de seus pais. - Filho, porque não sobe e termina de arrumar seus pertences? Não podemos nos atrasar nem mesmo aparatando. King’s Cross logo vai se encher e ficará impossível não sermos notados.

- Desculpe mãe, mas porque temos de ir a King’s Cross hoje? – ela sorriu como se não estivesse acreditando que Harry não soubesse.

- Ora, porque hoje é seu primeiro dia de aula do seu sétimo ano em Hogwarts. – ele boquiabriu-se. – Não vai querer perde isso, vai?

- Não! Claro que não! – respondeu seguro de si e empolgado. – E... e vocês vão até lá comigo?

- Como todos os anos querido, a não ser que você não queira. - Harry sorriu, andando até a soleira da porta e parando muito pensativo.

- Como poderia não querer isso? – Edwiges entrou pela janela e voou direto para o seu braço para um carinho do dono. - É do que eu sinto mais falta! – ela apenas lhe sorriu jogando um beijo.

Harry subiu as escadas imensamente feliz e constatou que aquele era de verdade, o primeiro dia de sua vida.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Harry Potter Day

Estão falando por aí que hoje é o fim, mas se você é fã de verdade de Harry Potter, há de convir comigo que todo o mundo mágico em que cada um vive quando lê os livros ou assite aos filmes não vai desaparecer nunca. Podem não lançar mais livros ou filmes, mas no coração de cada fã, Harry Potter estará vivo e muitas histórias ainda serão contadas!!

Pois ééé... queria fazer uma semana toda dedicada a série, mas como não foi possível, vamos fazer um dia bem legal com algumas coisinhas tipo vídeos, fan fic, matérias e textos. Passem por aqui e participem conosco do Potter Day!

Para começar... enquanto alguns sortudos que conseguiram comprar ingressos (que aqui em BH acabaram em 2 minutos) estão assistindo a estréia, a gente assiste mais uma fez ao trailler e alguns videos da pré estréia no RJ com a presença de Tom Felton (que a Nanda, da nossa equipe foi!!).

Trailler Final de Harry Potter e as Reliquias da Morte -  parte 2



Clique na imagem e veja as fotos e videos da pré estréia do Rio de Janeiro com a presença de Tom Felton





Clique na imagem e vá para o site oficial de Harry Potter.



Continuem na Fábrica que teremos vários posts de Harry Potter durante o dia!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

RESENHA: Cabeça de Vento (#1)

Monique Melo

EMERSON SE FOI.

Emerson Watts não queria ir à inauguração da Stark Megastore no SoHo, mas alguém precisava tomar conta da sua irmã caçula, que está loucamente apaixonada por um astro pop britânico que daria por lá. Além dele, uma outra pessoa muito famosa também marcaria presença... Nikki Howard, supermodelo internacional, sensação adolescente e rosto dos produtos Stark. Isso, é claro, é a receita para um desastre.

Com os belos e famosos, uma multidão apareceu para conferir a inauguração - e, em meio a pessoas comuns, alguns manifestantes resolveram demonstrar o quanto são contra o monopólio da Stark, que está acabando com o comércio de rua em toda a cidade. No meio da confusão está Emerson Watts, nerd extraordinaire.

Como ela poderia saber que esse momento mudaria toda sua vida para sempre? Depois de um acidente terrível, Em – que já não era nenhuma rainha do baile – não é mais a mesma. Literalmente. Agora, fazer seu melhor amigo e paixão secreta notá-la como mais do que amiga é o menor dos seus problemas!

Mas o que Em se recusa a aceitar pode acabar se tornando exatamente a mesma coisa que fará seus sonhos virarem realidade...

NIKKI CHEGOU PARA FICAR.


Como leitora e fã de várias obras da Meg Cabot posso dizer que ela realmente inovou em Cabeça de Vento. Afinal, ela agora se aventura pela ficção científica misturada ao cotidiano de duas adolescentes totalmente diferentes até que um terrível acidente faz com que a vida das duas se cruzem.


A personagem principal, Em Watts, é a típica garota adolescente e nerd: não é popular, tem poucos amigos (na verdade só um) e acha muito mais atraente jogar Journeyquest do que comprar roupas da moda e se maquiar, enquanto sua irmã é totalmente ligada às celebridades adolescentes do momento.


Em é apaixonada por Christopher, seu melhor amigo, mas nunca falou de seus sentimentos para ele, já que ele não parece sentir o mesmo por ela. Quando sua vida sofre uma reviravolta incrível, Em precisa adaptar-se a sua nova condição e tentar fazer com que Christopher finalmente a note. Mas nada na vida é só flores e Em vai ter que superar muitos obstáculos, entre eles, as empresas Stark.


Cabeça de vento foca a adaptação de Em a sua nova condição (que não vou dizer qual é, claro) desde o momento do acidente até o início de sua nova vida. Ela fica perdida num meio que usualmente ela criticava e não tem ninguém que pode ajudá-la a entender tudo que está acontecendo.


Tenho que confessar que me identifiquei com muitas idéias que a Em tinha em relação ao mundo das celebridades, sejam elas adolescentes ou não. Ela já tem um pré julgamento do cotidiano fútil e sem problemas de uma pessoa famosa como Nikki, mas ela se engana em vários aspectos e fica mais evidente quando o cotidiano de sessão de fotos e desfiles passa a estar presente em sua vida.


Sendo escrito pela Meg, já podemos esperar uma linguagem de fácil entendimento e personagens totalmente carismáticos como a Lulu Colins que se encaixa perfeitamente no título do livro tamanha a sua futilidade em determinadas situações ao mesmo tempo em que tem bom coração e é totalmente animada e amiga. Ela e o fraco da Nikki por garotos bonitos dão humor ao livro e mostram situações bem engraçadas.


O romance não é o foco do livro, mas é claro que ele está presente, só não é explorado como em outros livros da autora, o que não impede a participação de vários personagens lindos e charmosos, os quais nos fazem suspirar junto com a Em.


O segundo livro da série já foi lançado aqui no Brasil, como o título de Sendo Nikki. Eu já o li e vocês não perdem por esperar! Mas isso é assunto para outra resenha. Enquanto isso, leiam Cabeça de Vento e se deliciem com mais um livro da diva Meg Cabot.


Sobre o livro:

Cabeça de vento

Série: Cabeça de vento

Volume: 01

Autora: Meg Cabot

Ano: 2010

Editora: Galera Record

Páginas: 320