quinta-feira, 28 de novembro de 2013

RESENHA: Até eu te encontrar

Fabiana Araújo

Sinopse: "O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? É o que Flávia vai descobrir ao deixar Lavras, onde mora com os tios desde o acidente que matou seus pais, quando era criança. Aos dezoito anos, ela decide estudar Agronomia na Universidade Federal de Viçosa, trocando o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma "mudança de ares". Em sua nova vida, ela conhece Sônia, amiga de infância de sua mãe e agora sua vizinha, que lhe conta a história de sua família materna, até então desconhecida para Flávia. Embora o passado não seja sua maior preocupação, Flávia reluta em aceitar seu destino e ainda precisa superar uma paixão não correspondida pelo seu melhor amigo. Para se ver livre dessa rejeição, ela tenta atrair sua alma gêmea para Viçosa e descobre que o grande amor de sua vida é uma pessoa que ela não suporta."


Nossos autores ainda me matam de felicidade! Ai que orgulho da literatura nacional \o/
Eita surpresa boa esse livro da Graciela Mayrink. Quando solicitei não esperava muito. A ideia mesmo era dar uma força para os autores nacionais. Imagina a minha alegria qdo me vi devorando o livro.

Acho que a autora é meio 'bruxa' porque ela consegue enfeitiçar o leitor logo nas primeiras páginas. A linguagem é bem descontraída e jovial, o que facilita muito a leitura. Esse clima de interior de Minas e de universidade é muito divertido.O cenário é um ponto de destaque pois é muito bem descrito. Mesmo nunca tenha estado em Viçosa o leitor se sente lá, andando pela faculdade, almoçando no Lenha, jogando sinuca no Leão ou correndo na padaria da esquina para comprar pão de queijo.Mais 'minerim' que isso só acrescentando muitos UAIs na narrativa rsrs

Quando brinquei com a estória da autora ter um lado meio ‘bruxa’ vocês podem até dado uma risadinha da minha loucura. Se ela é membro da Wicca eu não sei mas que as leitoras vão se apaixonar pelo Felipe isso é um fato como dois e dois são quatro! Me desculpem as adoradoras do Luigi mas por favor universo que é o Felipe? Ai senhor, nem o fato dele a principio não se ligar em nenhuma menina me fez desencantar do personagem. Como eu disse: feitiço!!!! HAHAHA Só correndo para conhecer esse lindo e tirar suas próprias conclusões. (Graciela onde pego a senha pra ter um desses pra mim?Eu quero. E só uma ideia, escreva um livro, conto, sei lá, me conte mais do Felipe porque foi amor eterno <3)

O lado místico da narrativa vem com tudo para embelezar história, adorei os rituais, o lado bucólico e a procura de suas raízes. Esse lado ‘vamos pra casa da fulana que conheceu seus pais para que ele te conte algumas estórias é muita a carinha de Minas. Ainda mais quando esses ‘calsos’ são sempre acompanhados de comida e mistérios \o/ 

O romantismo é sem dúvida outro atrativo. Embora não tenha caído de amores pelo Luigi o romance é super fofo. Isso sem mencionar um outro casalzinho aí. Não vou entrar em detalhes para não estragar as surpresas de vocês ok? Mas tem muita fofice nesse livro pra quem gosta de um romancezinho básico.

Super recomendo a leitura, como disse bem a Paula Pimenta na capa da obra: ”Só conseguimos largar o livro quando chegamos ao último ponto final. E mesmo assim ficamos desejando saber o que aconteceu depois.”

Booktrailer: 


Sobre o livro:
Título: Até eu te encontrar 
ISBN: 9788581633237
Autor: Graciela Mayrink 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 382

Leia um trecho da obra (aqui)
Site Oficial da Autora
Adicione o livro no skoob


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Hanging out" com o #BlogueirosPE S01E10


Olá!

Domingo realizamos outro "hanging out" com o #BlogueirosPE, mas foi diferente. Desta vez, gravamos todos juntos na minha casa e ficou bem divertido. Espero que vocês gostem.




sábado, 23 de novembro de 2013

RESENHA: Divergente

Monique Melo

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Estou um pouco atrasada na febre Divergente, mas isso não me impediu de aproveitar o livro. Distopia está sempre na minha lista de leitura e essa é uma que deveria entrar na sua lista se você já não a colocou.
Eu curti demais a narrativa e o desenvolvimento. Gosto de enredos bem construídos e que nos fazem entender cada passo que leva ao clímax, e Veronica Roth faz justamente isso: vai desde os testes da Tris, cheios de ansiedade, mas ainda sim, leves, até as cenas de tirar o fôlego em sua iniciação e treinamento. Medo e desconfiança é uma coisa constante a ela e aos demais treinados, então a superação de seus obstáculos é uma situação a qual eles tem que se acostumar.
 A parte política e social tem grande importância e os pensamentos de Tris são os condutores para que entendamos essa dinâmica. A ideia das facções é bem explicada e abordada e a autora se utiliza bem das características de cada uma para traçar o perfil dos personagens as quais eles pertencem.
Os personagens são carismáticos e gostar deles não é nada difícil. Quatro é um dos meus preferidos. Seu passado e suas crenças moldam bem suas atitudes e ele é um misto de complexidade e simplicidade. A Tris também me animou muito, pois não é o tipo de protagonista que fica na sua esperando ser salva, ela é corajosa e encara os desafios que aparecem com certa maturidade. 
Gostei muito do livro e da ambientação e fiquei bem empolgada para ver a adaptação cinematográfica. Este primeiro volume termina de uma forma muito boa e que dá vontade de correr parar ler o segundo. Para minha sorte, Insurgente já foi lançado no Brasil tem algum tempo, então logo matarei minha curiosidade sobre as consequências das ações realizadas em Divergente.

Sobre o livro:
Divergente
ISBN: 9788579801310
Série: Divergente
Volume: 01
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2012
Páginas: 502
Trailer do filme:

terça-feira, 19 de novembro de 2013

RESENHA: Se você fosse minha (Série Sullivan #5)

Fabiana Araújo

  Sabe o que mais me atrai na narrativa da Bella Andre? O fato de ela conseguir num ato simples e comum como uma família precisar de alguém para cuidar de seu cachorro enquanto viajam e transformar o evento em uma linda estória de amor. E apimentadíssima por sinal HAHAHA

Gabe implorou a seu irmão para aceitar cuidar de Ternurinha por duas semanas enquanto viajava com sua família. Claro que Zack relutou o quanto pôde mas não poderia deixar de atender a um pedido de ajuda de Summer. Mas por mais charmosa que sua sobrinha fosse não justificava o quão travessa poderia ser sua filhote. Ela o estava enlouquecendo.Agnes, uma velha amiga, lhe recomendou uma educadora de animais e é aí que Zack vai conhecer Heather. A mulher que vai mudar sua vida logo no primeiro instante. 

A cada volume que leio dessa série fico ainda mais apaixonada e surpresa com o quanto a autora tem a nos oferecer. Sempre com personagens únicos, envolventes, quentes (mecânico dessa vez? #ui) E com tanto a nos mostrar e inspirar.

Ele não a corrigiu. Não disse que era mais do que um mecânico, e sim o dono  de quarenta franquias da Sullivan Autos espalhadas por toda a costa oeste.

-E, só para deixar bem claro –ela acrescentou –Você faz meu tipo.

Agora era a vez de Zack dizer:

 -É bom ver que você se tornou treinadora de cães em vez de uma política.
Você não sabe mentir, Heather.

Ela empurrou sua cadeira para trás e Zack percebeu que ela estava irritada quando jogou o restante da pizza no lixo.

-O que foi? Você acha que é tão irresistível que não existe uma única mulher no mundo que não queira ficar com você?

-Tenho certeza de que existe alguma  –disse ele com a voz tranqüila enquanto se levantava –Mas você não é essa mulher.

 
Zack e Heather formam um casal perfeito. Zack me surpreendeu bastante com sua personalidade atirada, todo cheio de si, auto confiante ao extremo e pelo amor e modo como ele sempre respondia? Ele só faltava soltar fumaça, por onde quer que passava atraia olhares. Foi gostoso conhecer junto com Heather seu lado sombrio, aquele que mesmo uma família tão unida desconhecia. Andre acertou em cheio com esse casal pois conseguiu mesclar os problemas familiares de ambos, tão distintos, mas que no fim não poderiam se encaixar e fazer tanto sentido quanto os dos dois.

Um diferencial desse livro é que a autora aborda um tema bem sério como a 'auto-mutilação' se baseando na relação de Heatler com pai durante sua adolescência. Claro que a abordagem é bem tênue pois não é esse o foco do livro. Embora o livro seja de temática predominantemente erótica Bella Andre sempre aproveita suas estórias para abordar temas sérios como esse. Adoro isso.

As cenas de amor continuam tão quentes e sensuais quanto aos volumes anteriores. Esperem por muito romantismo e sensualidade de ambos os lados. Assim como nos volumes anteriores o personagens não planejam se apaixonar mas eles não medem esforços para seduzir.  E no fim o leitor sempre acaba sendo fisgado também. Super recomendo. Ansiosa pelo livro do Ryan. <3


Booktrailer:




Sobre o livro:
Título: Se você fosse minha
Autora: Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320

Série Os Sullivans:

5- Se você fosse minha 
6- Quero ser seu
7- Come a little bit closer* 
8- Always on my mind*
* (ainda não publicados no Brasil)  


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"Hanging out" com o #BlogueirosPE - S01E09



Oi, pessoal!

Domingo gravamos mais um "Hanging out" com o #BlogueirosPE e finalmente Carissa está de volta! Foram muitos livros, mangás e seriados, além da participação de alguns leitores do grupo. Então, que tal conferir como foi o episódio dessa semana?



Domingo às 20h (21h horário de Brasília) tem mais!

Beijos!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

#BlogueirosPE discute: Stephen King, mestre do terror?



Olá, gente!

Desta vez os #BlogueirosPE se juntaram para conversar sobre o autor Stephen King. Não participei desta vez, mas o pessoal discutiu sobre ele, suas obras literárias, e as adaptações das mesmas e ainda deram várias dicas de livros, filmes e séries, alguns do gênero que ele é conhecido (o terror), e outros que muitas pessoas se surpreendem ao saber que são obras dele, como os filmes À Espera de um Milagre e Conta Comigo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

MANGÁ: As estrelas cantam (Hoshi wa Utau)

Monique Melo

Da mesma autora de Fruits Basket. Numa cidadezinha do campo, perto do oceano, uma garota vive com seu primo. A vida é dura para a garota, que costuma admirar o céu para relaxar. Mas, numa noite, ela conhece um garoto que muda seu destino."

As estrelas cantam foi um mangá que demorou para me fazer gostar dele. Lembro que quando li os dois primeiros volumes já estava me arrependendo de ter comprado até o volume sete, não estava acontecendo muita coisa e o mistério no comportamento da Sakuya, Kanade e Chihiro não empolgava. Mas quando cheguei ao terceiro, tudo mudou.

Em essência, é um mangá de drama. Poucas são as cenas engraçadas e quando isso acontece, geralmente tem o Kanade ou o Yuuri como centro. O passado dos personagens principais é a base para suas atuais ações e vamos percebendo, a cada volume lido, a carga dramática que cada um carrega e como isso reflete na personalidade deles. O que mais me chamava a atenção no mangá foram as relações interpessoais.

Capas do primeiro e segundo volumes: Sakuya e Chihiro

Sakuya Shiina é um tanto ingênua para quem passou por tanta coisa ruim. Chega a ser cômico como ela não percebe determinadas coisas e como reage distraída. É meio que clichê esse tipo de protagonista (mesmo com um passado tão triste) e eu me canso algumas vezes disso, mas funcionou para o enredo de "As estrelas cantam". Ela tem como hobby contemplar as estrelas e até funda um clube no colégio chamado de Hokan, do qual fazem parte seus dois melhores amigos: Yuuri e Hijiri.

O Chihiro Aoi me tirava do sério. Mesmo depois de ver o quanto ele sofreu, foi difícil tirar a imagem ruim que tinha dele. A seu favor, tenho que frisar que ele é um amigo fiel e sempre cumpre com o que promete. Mas demorou para se tornar um personagem que temos vontade de acompanhar.

Capas do terceiro e quarto volumes: Yuuri e Se-chan

Meu personagem preferido é o Yuuri Murakami. Sempre animado, espontâneo, hiperativo, pronto a ajudar a Sakuya. Ele também dá uns toques legais a Se-chan (que o maltrata sempre que pode), que tem algumas atitudes bem ruins, por mais que sejam em prol da Sakuya. A família dele é composta pelo irmão e a avó e esse relacionamento familiar é abordado com certa frequência e é o mais próximo do normal entre as histórias contadas no mangá.

Hijiri Honjo (Se-chan) é muito amiga da Sakuya e tenta protegê-la sempre, mas tem o dom de passar dos limites.  Rica e mimada, tem um relacionamento esquisito com o seu secretário, o Saki. É grosseira sempre que pode com ele, mas constantemente precisa de sua ajuda. Ela, assim como o Chihiro, demorou para conquistar minha simpatia.

Sobre a arte da mangaká, eu curti o traço e achei legal o cuidado que ela tinha em modificar o tamanho do cabelo deles para certificar a passagem de tempo, mas achei, no geral, que a caracterização dos personagens eram tão parecidas que eu os confundia com certa facilidade (não que eu seja a pessoa mais observadora do mundo). Quando o irmão do Yuuri e o Kanade apareciam juntos, eu só reconhecia quem era quem quando lia o diálogo. Afinal, o Kanade é sarcástico e mal humorado, o oposto do irmão do Yuuri.

Nas capas dos volumes 5,6,7 e 8: Kanade, Saki, o professor e Yuuto (irmão do Yuuri)

Eu gostei bastante do final, embora não tenha torcido pelo casal principal (eu preferia o outro pretendente da Sakuya, mas fazer o que se tenho predileção pelos romances que nunca vão rolar rsrs). Acho que foi bem dosado o drama, embora tivesse possibilidade de ser mais explorado, mas considerando a faixa etária a que se destinava, fez seu papel. Não pesquisei se a mangaká já tem outra série em andamento, mas aguardo ansiosa pela sua próxima história.

Volumes 9,10 e 11: Tio do Chihiro, Sakura e Sakuya


Sobre o mangá:
As estrelas cantam - Hoshi wa Utau
Mangaká: Natsuki Takaya
Volumes: 11 (finalizado no Japão e Brasil)
Editora brasileira: Panini
Formato: 13,7 x 20 cm
Páginas: aproximadamente 192 por volume


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RESULTADO: Sorteio Paperboy



Oi!
Chegou ao fim mais um sorteio. Vamos conhecer o sorteado?


a Rafflecopter giveaway


Parabéns, Francini. Você tem 48h para responder o email com os seus dados. Caso contrário, outro sorteio será realizado.

Obrigada a todos que participaram!

Beijos.

Boa sorte!

FLIPORTO 2013: A literatura é um jogo




A 9ª edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco tem como tema “A literatura é um jogo”, e acontece entre os dias 14 e 17 de novembro.

Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, a cidade de Olinda terá a sua veia de cultura reforçada entre os próximos dias 14 e 17 de novembro. Durante o período, a Praça do Carmo e o Sítio de Seu Reis, referências de primeira ordem naquela região, recebem a 9ª edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto. Este ano, o evento irá abordar o cenário da literatura contemporânea, assim como da educação, que usufruem das possibilidades oferecidas pelos jogos físicos e virtuais através de palestras, mesas e discussões com personalidades e escritores diretamente ligados ao tema. 

O evento, que acontece pelo 4° ano consecutivo na histórica cidade pernambucana, celebra a vida e a obra do escritor paraibano José Lins do Rêgo. A abertura do Congresso Literário será às 19h, do dia 14, com a palestra da escritora espanhola Pilar Del Rio falando sobre José Saramago: “Escrever não me dá prazer, ter escrito, sim”. A Fliporto tem curadoria geral do escritor e advogado Antônio Campos. 

O Congresso Literário, principal pólo da Fliporto, tem curadoria literária do escritor Mário Helio Gomes, que, além da jornalista e tradutora espanhola Pilar Del Río, elegeu nomes influentes da literatura mundial, como Francisco José Viegas (Portugal), Robert Löhr (Alemanha), Ignacio Del Valle (Espanha), Manuel Fernández Gálvez (Espanha), Ioram Melcer (Israel), Manuel Lorente (Espanha), José Antonio González Alcantud (Espanha), Valter Hugo Mãe (Angola), Andrés Neumann (Argentina), Fernando Báez (Venezuela), Miguel Gonçalves Mendes (Portugal) e Bernard Buarque de Hollanda (São José da Costa Rica). A coordenação executiva da Festa é de Eduardo Côrtes. 



A Festa repete o sucesso das outras edições e traz ao público o Cine Fliporto, segmento voltado para o cinema, com curadoria da cineasta Andréa Mota. Os cineastas Miguel Gonçalves Mendes, Sylvio Back e Vladimir Carvalho, diretores de “José e Pilar”, “O universo Graciliano” e “O engenho de Zé Lins”, respectivamente, estão confirmados na programação. 

Outro polo é a E-Porto Party, setor do evento literário que acolhe, sob a coordenação da webdesigner Cláudia Cordeiro, as novidades tecnológicas no ramo literário e irá oferecer gratuitamente curso de eBooks com o especialista no assunto Ednei Procópio. A plataforma terá a TV Fliporto, com transmissão ao vivo do evento, além de informações gerais sobre a Festa. Outra é o aplicativo com todas as informações dos convidados e programação do evento. 

O público infanto-juvenil terá pólos exclusivos, chamados Fliporto Criança e Fliporto Nova Geração, onde serão apresentadas palestras, oficinas e brincadeiras didáticas voltadas para o mundo da Literatura. A ex-Rebelde e atriz, Mel Fronckwiak, participará do espaço conversando com os novos leitores sobre os processos de construção de um livro e lançará, também, o livro “Inclassificável – Memórias da estrada”, que traz bastidores das viagens e as experiências em realizar shows com a banda em diversos lugares. A atriz global Tammy Luciano também tem encontro marcado com o público infanto-juvenil.

A festa também fará uma ode ao Meio Ambiente por meio EcoFliporto, que traz como tema “Pernambuco Jardim de Baobás”, posto que, depois da África, nosso Estado tem o maior número dessa espécie de árvore plantadas. Além disso, a VII Fliporto contará com a segunda edição da Feira de Livros, com a presença de mais de 60 editoras com milhares de livros expostos, e uma saudação ao escritor e presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vilaça. Para completar a viagem pelos jogos, proposta pela Festa Literária, os visitantes poderão degustar, ainda, diversos pratos criados especialmente para a Fliporto Gastronomia, circuito que envolve os principais restaurantes de Olinda.




Para ficar por dentro da programação é só acessar os links abaixo:


Mais informações no site oficial e nas redes sociais da Fliporto:


terça-feira, 5 de novembro de 2013

RESENHA: A menina que semeava

Fabiana Araújo

Confesso que já tem um tempinho que terminei esse livro e estava adiando para me sentar e escrever essa resenha. E o motivo de tamanha ‘enrolação’ está no fato de que me faltam palavras que sejam capazes de demonstrar o meu carinho e fascínio por essa estória. Lou Aronica com certeza foi agraciado com o dom da escrita (Obrigada Gage!)
Becky, aos 5 anos, foi diagnosticada com leucemia. Para Cris e Polly a notícia do câncer de sua única filha foi algo bem desesperador, o mundo caiu sob suas cabeças. Era injusto para qualquer um enfrentar uma doença tão assustadora e grave, ainda mais para uma criança tão pequena e inocente. Em meio a incertezas, pânico e tristeza Cris encontra uma maneira bem peculiar e única para ajudar sua filha a passar pelo tratamento e lutar por sua vida.

“Na quarta noite que eles passavam acordados juntos, Chris se recostou na cabeceira da cama de Becky, com a cabecinha dela apoiada no seu peito, a posição favorita deles. Eles não falaram nada por cerca de uns quinze minutos, mas Becky ainda não estava pronta para dormir, exatamente como quando a inquietação dela no quarto o havia acordado há uma hora. Ele detestava a ideia de tudo isso ser tão assustador e confuso para ela. E adoraria poder dizer a ela que tudo ia ficar bem e ela acreditar nele. Mas a sua linguagem corporal contava uma história diferente. Naquele momento, ele teve uma ideia, como se a houvesse recebido de algum entregador de um serviço postal extraterrestre.
— Vamos fazer uma coisa — ele disse, um pouco surpreso pelo som de sua voz depois de um longo período de silêncio.
— Não acho que eu aguento fazer muita coisa agora, papai — Becky disse, cansada.
— Não quero dizer fazer alguma coisa com as mãos, mas com a mente. Você quer?
— Fazer alguma coisa com as nossas mentes?
— Uma história. Não apenas uma simples história. Vamos inventar um mundo
inteiro pra colocar lá dentro.
Becky se endireitou e olhou para o pai. Eles já haviam criado histórias antes, em longas viagens de carro, e geralmente baseadas nos personagens de um dos livros que estavam lendo na hora de dormir. O que ele estava sugerindo agora era uma coisa bem diferente, e ele pôde perceber pela expressão espantada no rosto dela que ela ficara curiosa.
— Como vamos fazer isso?
— A gente simplesmente começa — Chris disse, se mexendo na cadeira levemente.— Agora. Que tipo de mundo vai ser?
Becky pensou por um momento e então seu rosto se iluminou, seus olhos azuis estavam brilhantes como ele não via há meses.
— Vamos criar um reino. Como o do livro que a gente leu outro dia.
— Rei ou rainha?
— Rei e rainha? Juntos. — Ela colocou a mão na testa por um segundo. — E eles têm uma filha adolescente que é muito inteligente e são muito orgulhosos dela.
Talvez algo parecido com a sua prima Kiley que você adora?, Chris pensou.
— Tem magia nesse mundo?
— Um montão — Becky falou com um sorriso largo. — Em todos os lugares. (...)
A conversa continuou até Becky começar a bocejar, apoiar a cabeça no peito do pai e cair no sono. Na noite seguinte, na hora de dormir, eles continuaram a inventar partes do mundo, e ficaram tão envolvidos nesse exercício que só começaram a criar uma história na outra noite — que foi a primeira noite que Becky dormiu bem em mais de uma semana.
Eles chamaram o reino de Tamarisk (...)”


‘A menina que semeava’ é um livro encantador e apaixonante. Como eu disse anteriormente as palavras ficam pequenas diante da beleza única da estória. Lou Aronica nos presenteia com uma narrativa envolvente que nos transporta para um mundo de fantasia onde tudo é mágico e intrínseco. É apaixonante visitar Tamarisk. As plantas, os animais, os personagens e a cultura que Cris e Becky criaram são tão bem descritos e vívidos que passamos a fazer parte desse universo junto com eles. A narrativa é tão bem escrita e detalhada que o leitor si senti lá. Toda vez que Becky visita esse mundo ela nos leva junto com ela. O leitor consegue perceber, através dos relatos mistos de passado e presente, o quanto os 'autores-personagens' foram amadurecendo o enredo. O quanto Becky foi crescendo junto com Tamarisk durante os anos e como os dois mundos interagem e coexistem entre si. Esse, de fato,  é um dos grandes diferenciais da narrativa.

 Além de tratar de um tema sério como o câncer o autor aproveita para introduzir assuntos como amizade, família, divórcio, fantasia, fé e esperança. Os sentimentos de Cris por sua filha é o exemplo de amor puro e simples. Não há nada que ele não faça por ela. Movida por esse amor, às vezes, eu queria estrangular a Polly. Não que ela não seja uma boa mãe. Acredite, ela é. Mas as atitudes dela diante do ex-marido me irritaram bastante. Só quem cresceu em meio a pais separados sabe o quanto o processo pode ser complicado para os filhos e a Polly não facilitava nem um pouquinho a relação de pai e filha.

Devo mencionar que narrativa é um pouquinho complicada de início. Quatro narradores, dois deles distintos, me deixaram um pouquinho perdida. Mas a partir do momento em que o autor os converge em um certo 'momento' tudo fica claro e descomplicado fazendo com que o leitor devore paginas atrás de paginas. Então, não abandonem o livro devido a esse pequeno obstáculo no início ok?

É um livro triste? Sim. E fiquem a vontade para me chamar de sofredora, melodramática, depressiva, ou qualquer adjetivo por gostar desse tipo de leitura e recomendá-lo. rsrs Gosto desse tipo de narrativa porque elas me ajudam a lidar com o dia a dia da 'vida'. Mesmo sendo uma obra de ficção esse tipo de estória sempre me acrescenta algo de relevante para lidar com as perdas naturais da vida: morte, doenças, rompimentos familiares, perdas. Por um motivo ou outro sempre saio desses livros diferente, valorizando mais o que eu tenho hoje. E tenha certeza que após terminá-lo um pouquinho de Tamarisk viverá em você. Leiam!

Booktrailer: 




Sobre o livro:
Título: A menina que semeana
Autor: Lou Aronica
Editora: Novo Conceito
Páginas:414

Leia um trecho do livro aqui