A Coleção Pedaços de Vida apresenta a biografia do olhar
paterno. Nas crônicas temos Fabrício Carpinejar às voltas com os filhos
Mariana e Vicente. São memórias da vida com os filhos, dos sentimentos
despertados pela paternidade.
Eu
nunca tinha lido nada do Fabrício Carpinejar (eu sei, sou uma pessoa
atrasada), então foi uma surpresa pra mim gostar tanto de "Olhos de
raposa", já que não sou a pessoa que mais lê e admira crônicas.
Obviamente não falarei de todas, mas sim das que mais me chamaram a
atenção.
"Constrangendo
de ternura" foi uma das crônicas que mais me emocionei e o Carpinejar
mostra sua ligação com a filha Mariana de uma forma tão bonita e sincera
que foi impossível não terminar de ler com os olhos ardendo.
"A
bolha coletiva" fala do protecionismo que acomete os pais de hoje.
Achei lindo porque reconheci no texto coisas que primos menores de 10
anos e minha afilhada passam (até mesmo por culpa minha): aquele momento
que o pais protegem tanto que tiram a experiência de crescimento, o
aprender que o cair e levantar nos trás.