
sábado, 29 de janeiro de 2011
Resultado Promo Diários do Vampiro!

domingo, 23 de janeiro de 2011
Diários do Vampiro - Livros x Seriado + promoção!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
RESENHA: Feios

Ficha Técnica:
Título: Feios
Autor: Scott Westerfeld
Temática: Ficção Científica
Categoria: Literatura Young Adults
Número de Páginas: 416 páginas
Ano de Lançamento: 2010
Editora: Record - Selo Galera (link AQUI)
Página Oficial da Série AQUI
“Em um mundo de extrema perfeição, o normal é feio.”
Por Sel Moreira
Imagine um mundo onde não haja ditadura da beleza e onde ninguém precisa se matar em dietas mirabolantes e exercícios alucinados para ter a aparência de uma estrela de hollywood – “estrela de onde?”, os personagens diriam.
Imagine nunca ser comparado a um espécime mais abençoado esteticamente que você porque comparações não são possíveis: ser feio é meramente uma fase passageira, a perfeição estética é um direito de todos e uma questão de tempo.
Esse é o princípio norteador da série de ficção científica “Feios” de Scott Westerfeld. Ambientado num mundo que há muito não é mais esse que conhecemos – mas já foi, um dia – todas as pessoas moradoras de “Vila Feia”, com seus traços assimétricos, pequenas imperfeições, movimentos desajeitados aguardam seu momento de passar pela cirurgia que os fará perfeitas ao completarem 16 anos.
Olhos grandes, nariz simétrico, boca carnuda, corpo irrepreensível, sem cicatrizes, sem dores, sem doenças. Meramente observar os rostos de feições infantis dos perfeitos cativa, inspira cuidados, causa estupefação e o desejo súbito de realizar todas as suas vontades. Em Vila Feia – localidade em que os jovens ficam à espera do dia de sua transformação – todos os moradores, sem exceção, irão também passar por isso. Tally Youngblood, nossa jovem protagonista, mal pode esperar pela sua vez.
Desde a trilogia cinematográfica de Matrix eu confesso, não tinha contato com algo de ficção que realmente me prendesse a atenção. Por isso, demorei um pouco para “pegar ritmo na história” e realmente embarcar nas desventuras da senhorita Youngblood e seus amigos – inimigos assutadores.
Apesar de, e por se passar num mundo perfeito pós-apocalíptico (parece paradoxal, mas não é) Feios é uma fábula atual, repleta de questões muitíssimo pertinentes ao nosso tempo e contada com linguagem acessível e condizente com a era da informação.
Ao mesmo tempo, recorre a pontuações atemporais, como o conceito de justiça eleito por uma entidade governamental que se impõe sobre os cidadãos de uma nação monitorando-os em suas necessidades e movimentos numa vigilância 24 horas - e aí, o livro tem algumas semelhanças com o fantástico 1984 de George Orwell (de onde saiu a expressão "O Grande Irmão", ou Big Brother. Mas não o reality show...)
Aventura, romance, amizade, traição, egoísmo e instinto coletivo, tudo misturado com maestria pelo autor que consegue costurar questões emocionais inerentes ao ser humano com temas muitos atuais.
Feios nos faz pensar nas insanidades da sociedade de consumo, na banalização da beleza e da juventude, na nossa ignorância e mal uso de recursos naturais e o que isso pode gerar – fatos dissecados no livro como uma realidade que imprime um fim óbvio e trágico ao nosso modo de vida inconsequente e imediatista.
Se você, como eu, gostou da proposta de Feios, espere para ver a resenha do segundo livro da série, Perfeitos. Não poderia haver nome melhor...
sábado, 8 de janeiro de 2011
RESENHA: Contato Visual

Por: Sel Moreira
Ficha Técnica
Título: Contato Visual
Autor: Cammie Mcgovern,
Temática: Literatura de Ficcção - Suspense
Categoria: Literatura Adulta
Páginas: 306
Editora: Novo Conceito (link AQUI)
Ano de Lançamento: 2010
Adquira seu exemplar AQUI
Página Oficial do livro AQUI
Uma cidade pequena, um crime e uma única testemunha: uma criança autista. É com esse mote que Cammie McGovern desenha seu thriller “Contato Visual”, lançado pela Editora Novo Conceito no ano de 2010.
Eu sempre tive um pouco de dificuldade com livros mais voltados para o suspense e trama policial. Por esta razão, custou algum tempo até pegar fluidez na história e ler do jeito compulsivo que sempre faço.
Mas superada essa dificuldade que é puramente minha, a leitura deslanchou, mesmo porque o estilo narrativo do livro é bastante acessível. A temática é apropriada para adultos ou jovens adultos que se interessam por uma leitura delicada, consistente e intrigante, mas sem muitas situações mirabolantes.
Cammie narra – com a sensibilidade apurada de uma mãe “da vida real” de uma criança autista – a experiência de Cara, uma mulher jovem que bancou o desafio de criar sozinha uma criança portadora de necessidades especiais numa cidadezinha nos Estados Unidos.
Feito que ela consegue com êxito relativo, atuando dentro das limitações e principalmente das potencialidades e possibilidades que o pequeno Adam demonstra na convivência diária. Um garoto esperto que em seus melhores dias consegue se expressar com alguma eficiência, tem adoração por música clássica e pelo mecanismo das coisas e que, em dias ruins é mais de silêncios e distância introspectiva. Mas ainda assim, nenhuma dessas situações se mostraram tão desesperadoras quanto o retrocesso que o garoto começa a demonstrar após ter presenciado a morte da coleguinha.
O livro se desenvolve através da tentativa de Cara ajudar a polícia a solucionar esse mistério, já que Adam não tem muito a oferecer pelos meios normais de investigação. E, para uma compreensão mais ampla do plano de fundo em que se fundam as relações de mãe e filho, e destes com outros, somos por vezes transportados à juventude de Cara, onde conhecemos suas vivências, seu modo de perceber a vida e tudo o que fundou suas escolhas.
Ao longo do livro as peças se ajuntam de um modo interessante, e os suspeitos mudam de rosto muitas vezes até que se fixe no verdadeiro culpado. Nesse meio tempo, acompanhamos a jornada de Cara e Adam, o esforço em se comunicar, em se fazer entender a despeito de toda a descrença compassiva da sociedade e limitações que são um fato. Constantemente, partilhamos o sentimento de impotência que a personagem tem diante da situação por si só trágica, e pelo impacto que ela causa em Adam que, a seu modo sofre e luta diante do que não pode – não consegue – exprimir ou definir.
Posso dizer, como pessoa e como psicóloga não praticante (digo, atualmente atuante em clínica =D) que é muito pertinente e atual do ponto de vista do (pouco) que (ainda) hoje se sabe sobre autismo, e o modo de conduzir a trama, extrair o melhor de Adam e as investigações são bastante factíveis – embora em alguns momentos sejam situações de “best case scenarium”.
Mas não é preciso ser um profissional da saúde mental para apreciar a trama, seja sob o aspecto literário, seja sob o aspecto humano.
A trajetória de Cara, Adam e os demais personagens da trama que contribuem para uma perspectiva e pontos de vista diferentes na trama – nenhum deles inútil ou desperdiçado – é uma metáfora sobre a busca de qualquer ser humano por compreender a si mesmo, ao mundo que o circunda e por fim, ser melhor, se superar.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
EDITADO! Resultado Promoção Amigo Noel

